quinta-feira, 5 de maio de 2016

Se você é fã do Ricardo Darin...Corra pro cinema!

Não sei quanto tempo ainda fica em cartaz, pois estou sufocada de trabalho, enfastiada com a quantidade de políticos safados na Câmara Federal e no Senado e exausta de ver tanto canalha com poder suficiente para dar mais uma empurradinha na tentativa de fazer o Brasil se afundar de vez.
Todavia, na corrida, fiquei sabendo do filme Truman, dirigido por Cesc Gay e com o poderosíssimo Ricardo Darin (O segredo dos teus olhos; Um conto Chinês; O filho da noiva; entre outras maravilhas da tela imensa). O filme é um doce. Recomendado para solitários/as artistas e todos os amigos do mundo. Um filme sobre diferenças que se respeitam, sobre coragem de viver e de morrer. Quem tem cachorro (o cachorro não morre, já adianto), recomendo levar um lenço. Corações sensíveis também. Mas o que é a vida sem a gente chorar um pouco, não é mesmo?  A interpretação de Darin, Javier Cámara e Dolores Fonzi, além de algumas possíveis gargalhadas durante a película, valem a pena. 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Golpistas safados expõem ao país a Câmara dos Horrores

Em 16 de novembro de 2014 denunciávamos neste blog (leia aqui) o cheiro de golpe, cara de golpe, discurso de golpe. Um ano e cinco meses após, a Câmara dos Deputados conseguiu instalar o processo de impedimento da Presidenta Dilma. Um processo sem crime, apenas uma peça jurídica usada, tal qual em 1964, para inconstitucionalmente forçar  a saída do governo e, com isso, a entrega dos recursos, especialmente do Pre Sal, às empresas internacionais que já dominam mais da metade do PIB mundial; o enfraquecimento dos BRICS em suas propostas de independência em relação aos EUA (Banco próprio, moeda, etc) e, internamente, promover mais neoliberalismo econômico e mais conservadorismo social. A votação foi um circo dos horrores, expondo (e, como diria Chico Buarque, foi ruim, mas foi bom) que:
(1) o processo (de impedimento) foi aberto (será aceito ou não pelo Senado, e julgado pelos senadores) não porque a Presidenta teria cometido "pedaladas", mas por um conjunto de escusas intenções (chegar ao poder sem voto; perseguir o PT; ódio de classe);
(2) o baixo nível de compromisso com o Brasil (votos dedicados às particulares famílias, a Deus, à tradição, à propriedade, contra o povo e até contra a CUT);
(3) a  ignorância, que oscila entre feroz e inacreditável, dos deputados que compõem a referida Câmara.
Foi, literalmente, uma Câmara dos Horrores, ao vivo, em transmissão nacional, pela TV Brasil (e outras), para todo o país. Nos subúrbios cariocas os votos "não" ao impedimento eram aplaudidos; em Copacabana a direita indignada com as políticas de cotas, bolsas, Lei das domésticas (talvez até com a Lei Áurea), assistiam em 3 telões instalados ao longo da orla e comemoravam o "sim", sem se importar com a ilegalidade, com a barbaridade, com o horror que é a Câmara Federal hoje e quem os representa no golpe que leva o país à inconstitucionalidade. O que importa é recuperar os privilégios, tirar negros e pobres das Universidades e dos aeroportos, o PT do governo, vestir a camiseta de uma das Federações mais corruptas do Brasil, e bradar pelo fim da corrupção, ao mesmo tempo em que sonega impostos.
Em 2014, na mesma eleição que Dilma venceu (aquela que Aécio, o playboy que governava Minas morando no Rio, não conseguiu aceitar até hoje), só para citar os três deputados que mais obtiveram votos em 2014:
Celso Russomano, PRB de São Paulo, com 1,524 milhão de votos;
Tiririca, aquele que disse que ia votar contra o impedimento e depois votou a favor, teve 1, 016 milhão de votos e Jair Bolsonaro, do  PP Rio de Janeiro, com 464.572 votos. Somados estes três mais votados, ou seja, os três que possuem as votações mais "significativas", não se chega a 6% dos votos da Presidenta, eleita com mais de 54 milhões de votos. Todos os demais, individualmente, não possuem votação significativa e, muitos, a julgar pelos absurdos ditos, não possuem sequer relevância política.
E, ao final deste round, os golpistas safados comemoraram.
Fonte dos dados:
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/os-deputados-federais-mais-votados-do-pais-nas-eleicoes-2014
Leitura recomendada, do genial Jorge Furtado (Diretor da Ilha das Flores; O homem que copiava; Meu tio matou um cara; entre outros filmes marcantes do cinema brasileiro):
Jorge Furtado Cara de golpe, jeito de golpe, cheiro de golpe
(A semelhança das expressões como o golpe foi percebido neste Blog em 2014 e por Jorge Furtado em 2016, são apenas afinidades intelectuais)

terça-feira, 12 de abril de 2016

sábado, 9 de abril de 2016

Entenda pelo que lutamos em 3 filmes rápidos [atualizado em 14-04-2016]

Como o Brasil era, no Governo Fernando Henrique Cardoso, veja o documentário da Globo sobre a fome, mostrando uma parte da vida dos tais 36 milhões de brasileiros que só saíram desta situação no Governo Lula:
https://www.youtube.com/watch?v=vvvG1O7T4o4

A série completa você pode encontrar aqui:
https://youtu.be/w_LIYJ5AZcM


Filme que mostra como o Petróleo e os BRICS estão no olho do furacão do Golpe em Curso:
Reportagem Al Jazeera (Legendada)


Filme que mostra um pouquinho do Brasil que estamos a construir:

Premiação do filme Que horas ela vem?
Na festa do Jornal Globo, a diretora premiada Ana Muylaert diz ter conhecido, em suas andanças de divulgação do filme, muitas Jessicas, homens e mulheres que foram os primeiros em suas famílias a chegar na Universidade e, por fim, agradece ao pai e mãe destas muitas Jéssicas: Lula e Dilma. É DISSO QUE também FALAMOS QUANDO GRITAMOS "NÃO VAI TER GOLPE!"

https://youtu.be/xueMF6A3KNU


Manifesto pela Democracia, CHico Buarque, Wagner Moura, Leonardo Boff, Eric Nepomuceno

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Chamado pela Democracia
Como a democracia ajuda a ser contra a corrupção

segunda-feira, 21 de março de 2016

Entenda porque o Impedimento à Dilma é Golpe, por Marcos Francisco Martins

a) [...] o processo de impedimento da presidente NÃO se realiza segundo as regras do Estado Democrático de Direito" - como seria possível o processo estar sendo desenvolvido segundo as regras do "Estado Democrático de Direito", se:
- as apurações são seletivas (apenas para citar um dos muitos exemplos: o Aécio já foi citado mais de 6 vezes, inclusive consta da delação de Delcídio, mas nada dele foi apurado e ele não foi sequer chamado a dar explicações, coercitivamente ou não);
- o processo de impedimento foi aberto pelo presidente da Câmara, que se tornou réu por unanimidade (será que o Estado Democrático de Direito permite que um parlamentar sem legitimidade tome uma medida de tamanho impacto?);
- o julgamento será feito por 65 deputados, sendo que 40 deles receberam dinheiro das empresas investigadas na "Lava-Jato";
- o processo de impedimento começou a ser aberto há cerca de 3 semanas, quando essa discussão estava bem "fria", sem qualquer poder de mobilização; mas uma articulada iniciativa, que envolveu setores da mídia (particularmente a Rede Globo e a revista Veja) e de parte da Operação Lava Jato, com os vazamentos seletivos, reacendeu a "vontade" de se fazer uma grande manifestação, que ocorreu domingo passado e acelerou a abertura do processo de impedimento; só para lembrar, a Rede Globo é uma concessão pública e o que ela está promovendo é a formação de uma opinião pública enviesada, segundo os próprios interesses, sem qualquer espaço para o contraditório;
b) As diferenças entre nossas ações pelo impedimento do Collor, e agora são:
- Se você se recorda do processo de impedimento de Collor, deve se lembrar que houve uma CPI, o que não é o caso atual;
- o resultado da CPI contra o Collor "objetivou" o crime de responsabilidade, mas no caso atual estão julgando politicamente as "pedaladas fiscais" de Dilma (esse é o foco do atual processo de impedimento), algo que governos federais anteriores fizeram e que centenas de governadores e prefeitos fizeram e fazem, mas sem sofrerem processos de impedimento; a propósito, algumas das chamadas pedaladas foram assinadas pelo Temer;
- para agravar ainda mais, ao processo de impedimento em curso acrescentaram como anexo as delações de Delcídio, mas sem qualquer apuração (pelo que sei, no Estado Democrático de Direito há a presunção da inocência e julgamento justo);
c) Diferentemente do processo de F. Collor, o que temos hoje não é uma guerra contra toda e qualquer corrupção, como defendíamos à época de Collor, mas a penalização de apenas alguns corruptos ou não (eu ainda guardo o respeito à presunção de inocência, princípio do estado Democrático de Direito), selecionados a dedo por uma Justiça que enxerga muito bem; quando a Justiça é seletiva, quando ela perde a cegueira e não reconhece a presunção da inocência, dá margens para golpes à democracia;
d) Se o STF considerou constitucional, não significa que o seja. O STF é considerado o "guardião da constituição", mas a atual formação dele não autoriza a tão facilmente aceitar a tese com tranquilidade e isso por dois motivos:
- a positividade dessa sua afirmação me impede de com ela concordar pois, para mim, qualquer Tribunal é palco de uma disputa de poder interno e espelha as disputas de poder que se travam, mais amplamente, nas relações sociais, entre classes e frações de classe, por exemplo; assim, mesmo que o STF considere constitucional determinado procedimento, ele poderá não ser assim entendido, como ocorre com muitos juristas que das decisões dele discordam; de fato, juízes e Tribunais não são neutros e não podem ser assim compreendidos e aceitos; veja o Moro, por exemplo; ele faz campanha política para o João Dória, que disputa a indicação para ser candidato a Prefeito em São Paulo pelo PSDB, sem contar o engajamento do pai e da esposa com esse partido;
- ministros como Gilmar Mendes tem claro posicionamento político-ideológico e fala para além dos autos, o que não é recomendado a qualquer juiz, como se sabe; isso, inclusive, ele fez ao se posicionar pela suspensão da posse de Lula como Ministro da Casa Civil; a propósito, esse é um dos argumentos de alguns renomados juristas que entraram com ação no STF contra a decisão dele.

Marcos Francisco Martins, da UFSCar-Campus Sorocaba