domingo, 18 de setembro de 2016

Meu Rei - sobre o amor e a dor

Que ligação é esta que te prende a uma pessoa? Que desejo mais profundo e mais "encontrado" que faz com que te ligues a outra pessoa para sempre? Quanta dor você é capaz de suportar sem que o amor se perca? Meu Rei é um filme realista/romance/drama que, com uma bela fotografia (e um sistema de saúde de fazer inveja) mostra um pouco de nossos amores cotidianos, amizades, irmandades e ele, aquilo que procuramos e que nem sempre acontece, que é o amor derradeiro, que traz absoluta felicidade e desespero, sofrimento sem fim e sem solução. Direção: Maiwenn, Vincent Cassel, magnífico e Emmanuelle Bercot, sensacionais. A última cena é a expressão do amor de uma vida inteira, mesmo que você ainda não o tenha (re)conhecido.
Veja o trailer aqui:
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-226416/trailer-19551345/

A música é sensacional:
Fácil, fácil,
Queime todas as suas coisas
Para fazer uma luta a fim de esquecer,
retire para fora o seu coração
para tornar a ficar sozinho
Fácil, fácil...
Ouça aqui:
http://musicapt-ost.com/filmes/117-musicas-trilha-sonora-do-filme-mon-roi-2015.html


sábado, 17 de setembro de 2016

Filme Aquarius - Para falar de ontem e de nós

O filme Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, é um desses momentos em que você passa pelo "buraco da minhoca", aquele espaço que liga de forma direta uma e outra dimensão do tempo e te deixa transitar entre um e outro tempo, um e outro universo. Era lá... por volta de 1970, mas é aqui, 2016. Além do espetáculo fotográfico que a simples presença de Sônia Braga causa, Humberto Carrão faz uma interpretação impecável, incorpora na face, nos gestos, no fulminantemente no olhar, uma espécie de sujeito presente no fascismo social que por si só já valeria o filme. Irandhir Santos impecável como sempre, desenrolando, com Sônia as situações do melhor exemplo de algo que é e não é, no melhor estilo Caetaneano do termo, espetacular.
A idade adulta e a velhice, o lá e aqui, o sossego de quem tem tempo para a luta, a objetividade da luta, a capacidade de associação, são encarnações de Sônia Braga ao longo do filme e que, no debate entre Humberto Carrão e ela, presente em toda a história mas materializado em alguns momentos, como no pátio do prédio, arrancão inevitavelmente o "Fora Temer" ao final do filme. Não tinha como o elenco desse filme ter evitado a fundamental denúncia internacional do Golpe em Cannes, não podia ser de outro jeito, assim como o final do filme e a reação da plateia não poderiam ser outras. É um filme destino à reflexão, ao reviver e ao (re)lutar.
A música vale ser citada: Taiguara, responsável por você não sair do cinema até passar a última letrinha dos créditos.
Ainda em cartaz, se Veja diz que pessoas de bem não devem assitir, corre para lá!
Hoje (Taiguara)
Hoje
Trago em meu corpo as marcas do meu tempo
Meu desespero, a vida num momento
A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo
Hoje
Trago no olhar imagens distorcidas
Cores, viagens, mãos desconhecidas
Trazem a lua, a rua às minhas mãos
Mas hoje,
As minhas mãos enfraquecidas e vazias
Procuram nuas pelas luas, pelas ruas
Na solidão das noites frias por você
Hoje
Homens sem medo aportam no futuro
Eu tenho medo acordo e te procuro
Meu quarto escuro é inerte como a morte
Hoje
Homens de aço esperam da ciência
Eu desespero e abraço a tua ausência
Que é o que me resta, vivo em minha sorte
Sorte
Eu não queria a juventude assim perdida
Eu não queria andar morrendo pela vida
Eu não queria amar assim como eu te amei
Ouça aqui:
https://www.letras.mus.br/taiguara/

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

31 de agosto de 2016

Fim de linha.
Descem todos.
Dos que bateram panelas aos que se mobilizaram em defesa da Presidenta Dilma, passando pelos que nada fizeram e assim favoreceram, mais uma vez, os interesses de uma elite tacanha e canalha, perdemos todos.
A história, todavia, não termina aqui. Como disse Tom Zé, o Brasil tem anticorpos. E estão (estamos) todos reagindo.
Além da permanente luta/denúncia contra o Golpe instalado no país, precisamos mirar no capitalismo, em sua fase atual, desdobrada pelos Tratados Internacionais. Compreender seu funcionamento e atrapalhar. Além de colaborar nas eleições com aqueles que conosco se solidarizam em defesa do legado de inclusão social, democracia, conteúdo nacional, participação do trabalho na renda nacional, ampliação das universidades federais e tantas outras conquistas dos governos Lula e Dilma.
No Rio de Janeiro, para a Prefeitura, eu vou de Jandira (65), que defende o legado de Lula e Dilma com mais garra que muitos petistas por aí, e com Reimont para vereador (13333), que tem mantido o debate por uma educação democrática vivo na Câmara dos Vereadores.
Para Resistência:
Acompanhem a Rádio Democracia aqui (sensacional, um lugar onde os canalhas golpistas são tratados como merecem):
http://player.upx.com.br/e4b3/


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Agenda da Resistência - #ForaTemer

A Olimpíada serviu para muitas coisas, entre elas passar duas semanas trabalhando em casa, cumprir agendas políticas com mais liberdade, receber amigos, amigas, orientandas e orientandos, compartilhando sensações, conhecimentos, perspectivas.
O mais doloroso foi saber do esforço de Lula e Dilma na promoção de um evento desse porte e não ver este esforço reconhecido. O mais prazeroso foi ver as medalhas conquistadas pelos atletas financiados pela política de bolsas, a mesma que tanto irrita o setor de nossa sociedade contra a inclusão social e a democratização do Brasil. Agora, ver o COI  tendo que aceitar os protestos nas arenas e demais espaços onde as competições aconteciam e a reação ao golpista na abertura do evento foi muito bom.
O desesperador é ver que milhões de trabalhos continuam atrasados, a democracia continua escorrendo pelo ralo, o desmonte do estado acumula perdas estupendas.
A luta continua, até o retorno de um projeto democrático e de inclusão social, seja como for, do jeito que for.
Agenda da Resistência:
Dia 23 de agosto - terça-feira, 19h - Circo Voador
Canta a Democracia A FARSA - o enredo tragicômico DE UM GOLPE
Veja no Facebook:
Canta a Democracia - A FARSA o enredo tragicômico de um Golpe
Dia 24 de agosto - quarta-feira, 14h, - Unirio, Av. Pasteur em frente ao 456 (muro, na calçada)
Oficina (Im)pressões pela Democracia
Com a coordenação da Profa. Terezinha Losada e Bárbara Thees, ato oficina. Traga sua camiseta, sacola de pano, e qualquer outra peça de uso pessoal para aprender a grafitar pela Democracia.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Sobre construir-se mulher - As Sufragistas e a Primavera das Mulheres

Para todas as mulheres e, também, para todos os homens que, no lugar de príncipes, querem se construir como companheiros, duas dicas:
Filme AS SUFRAGISTAS, para saber de onde partimos, no início do século passado e analisar onde estamos, quais lutas e como lutamos.
Apresentação do filme As sufragistas (Adoro Cinema)
Show manifesto PRIMAVERA DAS MULHERES, em cartaz nas duas próximas quintas-feiras (21 e 28 de julho), às 19h30min, com ingressos a R$ 20,00 e R$ 10,00 (estudantes, entre outros), no Teatro Municipal Carlos Gomes (vergonhosamente sucateado).
Primavera das Mulheres (via Facebook)
Vamos superar o obscurantismo. Vamos nos ajudar a compreender de outro modo. Vamos desenvolver formas de bem viver.
Para quem começa o Curso Escola, Interculturalidade e Currículo hoje, tenhamos todas e todos um bom encontro. 18h, sala do PPGEDU, térreo, CCH, Unirio. Av.Pasteur 456. Segunda parada do 107 ou 581 e 582 (após entrar na Av. Pasteur).
Curso Escola, Interculturalidade e Currículo

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Curso Escola, Interculturalidade e Currículo - PPGEDU Unirio

O Programa de Pós-Graduação em Educação – Mestrado e Doutorado da UNIRIO oferecerá, de 18 a 29 de julho de 2016, das 18h às 22h, no Campus Urca (CCH, Av. Pasteur, 456), o Curso “Escola, Interculturalidade e Currículo”  (45h, 3 Créditos).
O Curso será oferecido pelas professoras Maria Elena Viana e Andréa Rosana Fetzner e terá a participação do Prof. Alessio Surian, como convidado, de 25 a 29 de julho.
Para se inscrever no Curso é necessário acessar o link: 

Estudantes de outras Universidades, regularmente matriculados em Programas de Pós-Graduação – Mestrado ou Doutorado:
Aguardar um e-mail de confirmação da vaga (ofereceremos 20 vagas)
No dia da primeira aula, dia 18 de julho, entre 14h e 17h, é necessário apresentar na Secretaria uma cópia do documento de identidade e CPF, além da Declaração de Aluno Regularmente Matriculado na Instituição de origem, para assim formalizar a matricula.
No término do período, será emitida pela Secretaria do PPGEdu a declaração da disciplina cursada, com carga horária e a respectiva nota.

Estudantes do PPGEDU UNIRIO, basta acessar o link e realizar sua inscrição, procedendo depois, pelo SIE, a sua matrícula.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Festival da UTOPIA (Maricá, RJ, 2016) e Fórum Social Mundial

Em meio ao tiroteio político entre fascismo e democracia, uma novidade acontece por terras fluminenses: Maricá promove o Festival da Utopia. Trata-se de uma prática milenar para resolução de problemas: compreendê-los melhor e, por meio de uma conversa decodificadora, criativa e liberada das amarras, sejam cientificistas ou institucionais, imaginar outro mundo possível - na proposta de Maricá - outro horizonte possível.
O Fórum Social Mundial, definido por Boaventura de Souza Santos (*) como utopia crítica, foi realizado em 2001 (Porto Alegre, Brasil) com o objetivo de articular políticas, estudos, propostas que se contrapunham à globalização neoliberal. Nas primeiras edições (2001, 2002 e 2003), com forte participação da Frente Popular (Partidos de esquerda que se alinhavam ao PT na Prefeitura de Porto Alegre e Estado do Rio de Grande do Sul), o Fórum divulgou algumas propostas concretas para redução da desigualdade no planeta: taxa Tobin (taxação do capital financeiro); taxação das grandes fortunas; etc.
De fato, ao bater asas e se tornar itinerante (2004, Mumbai,Índia; 2005, Porto Alegre, Brasil; 2007, Nairóbi, Quênia; 2009, Belém, Brasil; 2010, descentralizado e 27 locais;  2011, Dakar, Senegal; 2012, Porto Alegre, Brasil), o FSM aposta em sua capacidade de existir sem uma de suas âncoras: governos de esquerda que poderiam comprometer-se com a aplicabilidade de suas propostas. Viaja hoje sobre mundo (no mundo, talvez) e, visitando o site do movimento FSM, não consegui descobrir sequer quais seriam os participantes do Comitê Internacional. Parece-me que o FSM, ao assumir sua liquidez, independência, polifonia, que são características contemporâneas de uma sociedade alter mundialista, não censuráveis, perdeu sua capacidade de comunicação e elaboração de políticas que possam ajudar a esquerda mundial a tentar responder com alguma possibilidade de governo diante das novas vitórias do capitalismo: enfraquecimento dos governos nacionais e individualidade avançada (ideologia que se sobrepõe aos sujeitos sociais/coletivos).
Maricá, cidade em que o Prefeito é Whashington Quaquá/Partido dos Trabalhadores, realiza um grande evento. Para uma cidade que ousa a experiência do transporte público gratuito, trazer o movimento epistemológico, político, social que o FSM tinha como orientação, para discutir outro viver possível é mais que necessário. A cada ano, os Relatórios de Desenvolvimento Humano e as notícias das guerras, do avanço do fascismo, da crise crônica e insuperável do capitalismo, nos ameaçam a vida, a solidariedade, e, sobretudo e especialmente, no Brasil, hoje, a democracia. É um evento para não se perder (de ir, mas também de comprometer-se com a aplicação prática dos caminhos necessários a alimentar nossa utopia coletiva por uma sociedade melhor).
Veja a apresentação, os participantes e a programação do evento aqui:
Festival da Utopia em Maricá - Rio de Janeiro
Nos encontramos na Abertura: dia 22 de junho, 9h.
Esta será uma boa semana na luta.
E, lembrando, primeiramente, #ForaTemer.
(*) SOUSA SANTOS, Boaventura. O Fórum Social Mundial: Manual de Uso. São Paulo: Cortez Editora. 2005.