segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Agenda da Resistência - #ForaTemer

A Olimpíada serviu para muitas coisas, entre elas passar duas semanas trabalhando em casa, cumprir agendas políticas com mais liberdade, receber amigos, amigas, orientandas e orientandos, compartilhando sensações, conhecimentos, perspectivas.
O mais doloroso foi saber do esforço de Lula e Dilma na promoção de um evento desse porte e não ver este esforço reconhecido. O mais prazeroso foi ver as medalhas conquistadas pelos atletas financiados pela política de bolsas, a mesma que tanto irrita o setor de nossa sociedade contra a inclusão social e a democratização do Brasil. Agora, ver o COI  tendo que aceitar os protestos nas arenas e demais espaços onde as competições aconteciam e a reação ao golpista na abertura do evento foi muito bom.
O desesperador é ver que milhões de trabalhos continuam atrasados, a democracia continua escorrendo pelo ralo, o desmonte do estado acumula perdas estupendas.
A luta continua, até o retorno de um projeto democrático e de inclusão social, seja como for, do jeito que for.
Agenda da Resistência:
Dia 23 de agosto - terça-feira, 19h - Circo Voador
Canta a Democracia A FARSA - o enredo tragicômico DE UM GOLPE
Veja no Facebook:
Canta a Democracia - A FARSA o enredo tragicômico de um Golpe
Dia 24 de agosto - quarta-feira, 14h, - Unirio, Av. Pasteur em frente ao 456 (muro, na calçada)
Oficina (Im)pressões pela Democracia
Com a coordenação da Profa. Terezinha Losada e Bárbara Thees, ato oficina. Traga sua camiseta, sacola de pano, e qualquer outra peça de uso pessoal para aprender a grafitar pela Democracia.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Sobre construir-se mulher - As Sufragistas e a Primavera das Mulheres

Para todas as mulheres e, também, para todos os homens que, no lugar de príncipes, querem se construir como companheiros, duas dicas:
Filme AS SUFRAGISTAS, para saber de onde partimos, no início do século passado e analisar onde estamos, quais lutas e como lutamos.
Apresentação do filme As sufragistas (Adoro Cinema)
Show manifesto PRIMAVERA DAS MULHERES, em cartaz nas duas próximas quintas-feiras (21 e 28 de julho), às 19h30min, com ingressos a R$ 20,00 e R$ 10,00 (estudantes, entre outros), no Teatro Municipal Carlos Gomes (vergonhosamente sucateado).
Primavera das Mulheres (via Facebook)
Vamos superar o obscurantismo. Vamos nos ajudar a compreender de outro modo. Vamos desenvolver formas de bem viver.
Para quem começa o Curso Escola, Interculturalidade e Currículo hoje, tenhamos todas e todos um bom encontro. 18h, sala do PPGEDU, térreo, CCH, Unirio. Av.Pasteur 456. Segunda parada do 107 ou 581 e 582 (após entrar na Av. Pasteur).
Curso Escola, Interculturalidade e Currículo

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Curso Escola, Interculturalidade e Currículo - PPGEDU Unirio

O Programa de Pós-Graduação em Educação – Mestrado e Doutorado da UNIRIO oferecerá, de 18 a 29 de julho de 2016, das 18h às 22h, no Campus Urca (CCH, Av. Pasteur, 456), o Curso “Escola, Interculturalidade e Currículo”  (45h, 3 Créditos).
O Curso será oferecido pelas professoras Maria Elena Viana e Andréa Rosana Fetzner e terá a participação do Prof. Alessio Surian, como convidado, de 25 a 29 de julho.
Para se inscrever no Curso é necessário acessar o link: 

Estudantes de outras Universidades, regularmente matriculados em Programas de Pós-Graduação – Mestrado ou Doutorado:
Aguardar um e-mail de confirmação da vaga (ofereceremos 20 vagas)
No dia da primeira aula, dia 18 de julho, entre 14h e 17h, é necessário apresentar na Secretaria uma cópia do documento de identidade e CPF, além da Declaração de Aluno Regularmente Matriculado na Instituição de origem, para assim formalizar a matricula.
No término do período, será emitida pela Secretaria do PPGEdu a declaração da disciplina cursada, com carga horária e a respectiva nota.

Estudantes do PPGEDU UNIRIO, basta acessar o link e realizar sua inscrição, procedendo depois, pelo SIE, a sua matrícula.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Festival da UTOPIA (Maricá, RJ, 2016) e Fórum Social Mundial

Em meio ao tiroteio político entre fascismo e democracia, uma novidade acontece por terras fluminenses: Maricá promove o Festival da Utopia. Trata-se de uma prática milenar para resolução de problemas: compreendê-los melhor e, por meio de uma conversa decodificadora, criativa e liberada das amarras, sejam cientificistas ou institucionais, imaginar outro mundo possível - na proposta de Maricá - outro horizonte possível.
O Fórum Social Mundial, definido por Boaventura de Souza Santos (*) como utopia crítica, foi realizado em 2001 (Porto Alegre, Brasil) com o objetivo de articular políticas, estudos, propostas que se contrapunham à globalização neoliberal. Nas primeiras edições (2001, 2002 e 2003), com forte participação da Frente Popular (Partidos de esquerda que se alinhavam ao PT na Prefeitura de Porto Alegre e Estado do Rio de Grande do Sul), o Fórum divulgou algumas propostas concretas para redução da desigualdade no planeta: taxa Tobin (taxação do capital financeiro); taxação das grandes fortunas; etc.
De fato, ao bater asas e se tornar itinerante (2004, Mumbai,Índia; 2005, Porto Alegre, Brasil; 2007, Nairóbi, Quênia; 2009, Belém, Brasil; 2010, descentralizado e 27 locais;  2011, Dakar, Senegal; 2012, Porto Alegre, Brasil), o FSM aposta em sua capacidade de existir sem uma de suas âncoras: governos de esquerda que poderiam comprometer-se com a aplicabilidade de suas propostas. Viaja hoje sobre mundo (no mundo, talvez) e, visitando o site do movimento FSM, não consegui descobrir sequer quais seriam os participantes do Comitê Internacional. Parece-me que o FSM, ao assumir sua liquidez, independência, polifonia, que são características contemporâneas de uma sociedade alter mundialista, não censuráveis, perdeu sua capacidade de comunicação e elaboração de políticas que possam ajudar a esquerda mundial a tentar responder com alguma possibilidade de governo diante das novas vitórias do capitalismo: enfraquecimento dos governos nacionais e individualidade avançada (ideologia que se sobrepõe aos sujeitos sociais/coletivos).
Maricá, cidade em que o Prefeito é Whashington Quaquá/Partido dos Trabalhadores, realiza um grande evento. Para uma cidade que ousa a experiência do transporte público gratuito, trazer o movimento epistemológico, político, social que o FSM tinha como orientação, para discutir outro viver possível é mais que necessário. A cada ano, os Relatórios de Desenvolvimento Humano e as notícias das guerras, do avanço do fascismo, da crise crônica e insuperável do capitalismo, nos ameaçam a vida, a solidariedade, e, sobretudo e especialmente, no Brasil, hoje, a democracia. É um evento para não se perder (de ir, mas também de comprometer-se com a aplicação prática dos caminhos necessários a alimentar nossa utopia coletiva por uma sociedade melhor).
Veja a apresentação, os participantes e a programação do evento aqui:
Festival da Utopia em Maricá - Rio de Janeiro
Nos encontramos na Abertura: dia 22 de junho, 9h.
Esta será uma boa semana na luta.
E, lembrando, primeiramente, #ForaTemer.
(*) SOUSA SANTOS, Boaventura. O Fórum Social Mundial: Manual de Uso. São Paulo: Cortez Editora. 2005.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Participação do GEPAC na ANPED REGIONAL - UFES, Espírito Santo

Convidamos as pesquisadoras e os pesquisadores a participarem das sessões em que discutiremos nossas pesquisas, em mais uma Reunião da nossa Associação Nacional de Pesquisadores em Educação:

Local: Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, ES


Data 11/06/2016   13h às 14h
Sala 06 do IC-IV-Centro de Educação
Pôster
ENTURMAÇÕES DIFERENCIADAS NO ENSINO FUNDAMENTAL: AS TURMAS DE PROJETO NO RIO DE JANEIRO E OUTRAS EXPERIÊNCIAS (Mestrado)
Andréa Reis Vieira – SMERJ/ UNIRIO

               Data 12/06/2016   14h às 18h
Sala 06 e 07 do IC-IVCentro de Educação
Comunicação Oral
ORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM CICLO E AS PRÁTICAS AVALIATIVAS COTIDIANAS: UMA RELAÇÃO TENSIONADA PELA POLÍTICA DE CONTROLE PÚBLICO POR MEIO DA AVALIAÇÃO (Doutorado)
 Ester de Azevedo Corrêa Assumpção – UNIRIO
             
13h às 14h 
Sala 06 do IC-IV-Centro de Educação
Pôster 
EDUCAÇÃO, POLÍTICA E GRAMSCI: COMO ENTENDER TEMPOS SOMBRIOS (Doutorado)
Ana Valéria Dias Pereira  UNIRIO

Data 13/06/2016   13h às 14h
Sala 06 do IC-IV-Centro de Educação
Pôster
PESO DAS AVALIAÇÕES EXTERNAS NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO: UM OLHAR SOBRE AS PRÁTICAS AVALIATIVAS EM UMA ESCOLA DA SME/RJ (Mestrado)
Claudia Claro Chaves de Andrade – UNIRIO

CURRÍCULO, CICLOS E AVALIAÇÃO ESCOLAR - A VISÃO DOS ALUNOS SOBRE AS PRÁTICAS EDUCATIVAS E AVALIATIVAS DA ESCOLA (Doutorado)
Andressa Farias Vidal - UNIRIO

  Data 13/06/2016   14h às 18h
Sala 32 do IC-IV-Centro de Educação
Comunicação Oral
CICLOS E REPROVAÇÃO: UMA ALIANÇA ESTÁVEL E DE DIFÍCIL SUPERAÇÃO PARA OS DOCENTES (Doutorado)
Andressa Farias Vidal - UNIRIO

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Sobre umbigos e mãos

A coisa tá bem esquisita, bem coisa e bem esquisita. 
Mas para quem estuda história, não tão esquisita. As crises econômicas desencadeiam nosso pior: é como se estivéssemos em caça, no mais básico ato de sobrevivência. Para viver, matar. Alimentar-se. Sobreviver. 
E, então, mesmo tendo disponível o conhecimento da coleta, da produção de orgânicos, da possibilidade de alimentos para todos, da vida sem escravidão e uma certa noção de que podemos viver de modo outro - misturando ciência e sagrado, ética e estética, hibridizando saberes e lançando-nos a ser mais, escorregamos na casca de banana e, depois de um baita tombo, apelamos para o "salve-se quem puder".
Nesse apelo, danem-se a ciência, o sagrado, a ética, a estética. Danem-se os vizinhos, os pais, os irmãos, dane-se o mundo, o universo passa a circular em volta do umbigo. Pouco importa se os refugiados da Europa têm origem na desestabilização política provocada pela política estaduniense no Oriente Médio; se a fome tem origem numa má distribuição da produção; se as economias que têm no Petróleo um importante produto de sustentação quebrem (de novo por uma política dos EUA, associada à Arábia Saudita), se pessoas morrem sem outra causa que não a sustentação do mais para os mesmos; as 85 famílias que têm para si 50% do PIB mundial. 
Aqueles que têm seu lucro a qualquer preço precisam assegurar que os ricos continuem aparecendo como representantes da imagem de que, pelo trabalho e pela adoção de determinados padrões (sínicos, hipócritas, racistas, machistas), qualquer um pode chegar lá. É imagem do pinscher pulando para alcançar a mesa, no filme de Michael Moore (Capitalismo, uma história de amor).
Precisamos de um pensamento menos umbigal. A sobrevivência não está na caça, na exclusão, no cada um por si. Ao menos a nossa sobrevivência (de todos que estão fora das 85 famílias), está em nossa capacidade de encontrar com o outro, aperta-lhe a mão, conhecê-lo e com ele dialogar. A nossa sobrevivência está no estabelecimento de contatos (nacionais e internacionais) para promoção de uma mudança substancial do jogo. E o jogo é mundial, e nós somos muitos. Precisamos pensar também com as mãos que trabalham, que podem nos unir, que podem virar o jogo. No Brasil, precisamos barrar o Golpe. No mundo, precisamos barrar o fascismo. Somos muitos, temos o nosso trabalho e um compromisso com a justiça social.
#ForaTemer
#ForaBolsonaro
#ForaTrump
Fora Deputados e Senadores que não sabem o que fazem e fora os que sabem muito bem o que estão fazendo contra as políticas sociais no Brasil.

terça-feira, 7 de junho de 2016

XIII Fórum FINAflor e II Encontro NINA: "Infâncias Indígenas Brasileiras: Ontem e Hoje"

O XIII Fórum FINAflor e II Encontro NINA, que terá como tema: "Infâncias Indígenas Brasileiras: Ontem e Hoje" promoverá a discussão com palestrantes de universidades e também indígenas. 

O Fórum acontecerá no dia 11 de Junho, próximo sábado, tendo início às 08h30min no Auditório Paulo Freire - CCH UNIRIO. (Avenida Pasteur, 458).