domingo, 14 de outubro de 2012

Semana Acadêmica UNIRIO - Atividades do Grupo de Estudos e Pesquisas em Avaliação e Currículo - GEPAC [atualizado em 15-10-2012]


Abertura da Semana Acadêmica: 10h, Auditório Vera Janacopulos
Orquestra de Trombones da UNIRIO e conferência da Profa. Dra. Cecília Hedin, presidente da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC) e docente da UFRJ
 
Trabalho: Entre os Ciclos e as Séries: Por que reprovar?
Autor: Caio Marcellus Cervasio
Modalidade: Pôster
[data a ser informada], de 9h-12h, CCH.

Trabalho: A ORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM CICLOS NO MUNICÍPIO DE QUEIMADOS: POSSÍVEL CAMINHO PARA A DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO?
Autora: Chaiene Cruz de Oliveira
Modalidade: trabalho oral
16/10, 14h, sala 203 Instituto de Biociência. 

Trabalho: PROJETO PEDAGÓGICO DE ASSISTÊNCIA AO ENSINO DE GRADUAÇÃO:
AVALIAÇÃO EXTERNA E CULTURA ESCOLAR: INTERPRETAÇÕES ACERCA DAS TENSÕES ENTRE CULTURA ESCOLAR E POLÍTICAS DE AVALIAÇÃO
Autor: Henrique Dias Gomes de Nazareth
Modalidade: Poster.
16/10, 14h-17h, sala de exposições CCH.

II SEMINÁRIO DO PIBID/UNIRIO – 4ª. Roda de Conversas
Mesa Redonda: O que compartilhamos? Para onde vamos?
Mesa com as Profas. Andréa Fetzner, Maria Elena Viana, Maria Auxiliadora Delgado, Claudia Miranda e Silvia Sobreira.
Apresentação de trabalhos orais, pôsteres e exposição de imagens do PIBID Subrojetos 2009 e 2011.
17/10, Auditório do CCET, 14h às 20h.

Trabalho: Concepções De Conhecimento e Questões Didático-Metodológicas
Autora: Perola Gabriela de B. F. Domingues
Modalidade: Pôster
18 /10, 09h-12h, CCH - térreo.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Palestra do Prof. Jose Clovis de Azevedo - Seminário de Currículo hoje, quinta-feira,11-10-2012

Inscrições no local:
O Prof. Dr. Jose Clovis de Azevedo (IPA/POA e Secretário de Educação do Estado do Rio Grande do Sul) participa hoje do Seminário de Currículo, com a palestra "Subjetividade e fundamentos do conhecimento e da aprendizagem" no Curso de Pedagogia, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO, às 14h, na sala 212, do CCH - Centro de Ciências Humanas.
A atividade é promovida pela pesquisa CONCEPÇÕES DE AGRUPAMENTO ESCOLAR E CURRICULO: ESTUDO DA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM CICLOS NOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, financiada pela FAPERJ e desenvolvida no Grupo de Estudos e Pesquisas em Currículo e Avaliação - GEPAC.
Forneceremos certificado para os participantes.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A ressaca das eleições

O total de pessoas habilitadas a votar no município do Rio é de 4.719.607. Considerando-se este total, reelegeram o atual Prefeito 2.097.733 (dados do TSE), ou seja, 44,4% da população habilitada para tal. Os dados mostram que 35,1% preferiram outros candidatos e que 20,4% não compareceram, apesar das punições do governo para aqueles que não podem ou não querem votar. Para a Câmara de Vereadores foram eleitos, entre as 51 vagas, apenas quatro vereadores de oposição:  Paulo Pinheiro, Eliomar Coelho, Renato Cinco e Jefferson Moura (todos do PSOL), os representantes, os aliançados e os filhos (genéticos) dos representantes de uma política da casa grande continuarão na Câmara. A cidade é maravilhosa, mas carece de transporte público decente (fiscalização dos veículos aqui chamados de "ônibus", dos horários destes, programa de educação de motoristas e cobradores, 0800 que aceite ligações de celular - quando vc está dentro do ônibus e precisa reclamar do serviço, o 0800 não aceita ligações de celular), trens com bancos para os cidadãos (a Prefeitura poderia intervir/mediar isto com o Estado), guarda municipal competente. É comum hoje, na cidade maravilhosa, vc ser atropelado por bicicletas em cima da calçada ou na contra-mão em faixas de segurança (muitos ciclistas não aprenderam que as bicicletas devem ser conduzidas na mão, em calçadas, e devem obedecer os sinais de trânsito - entre eles a sinaleira e a mão da via quando utilizadas em tráfego), na frente de guardas municipais que não se pronunciam. As calçadas são deploráveis, o atendimento à saúde é o pior do país (ver avaliação do Ministério da Saúde em http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/4390/162/ministerio-avalia-e-monitora-acesso-e-qualidade-dos-servicos-de-saude.html), a autonomia dos professores municipais não existe. Parece que quem está unido, neste Rio, são os herdeiros da casa grande, infelizmente, cada vez mais unidos.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Novo livro da Coleção Ciclos em Revista

Acabou de sair da gráfica o volume 6 da Coleção Ciclos em Revista: Como romper com as maneiras tradicionais de ensinar? Reflexões didático-metodológicas. WAK Editora, 2012, R$ 48,00.
Desta vez tomando a didática como foco, este livro da Coleção Ciclos em Revista busca contribuir para o repensar, refletir, problematizar de nossas práticas didáticas: a discussão da diferenciação curricular inclusiva, por Francisco Sousa, da Universidade dos Açores; a discussão das práticas escolares, em suas relações com a infância e o racismo [na infância], por Catarina Tomás, da Escola Superior de Educação de Lisboa; as relações entre a didática e a estrutura da escola de ensino fundamental, por Vitor Paro, da USP; as implicações do conceito de desenvolvimento humano com os ciclos de formação, pelo prof. Iris Amaral de Sousa, de Belém/Pará; as contribuições dos planos didáticos de apoio pedagógico para a progressão continuada, por mim e pelo Prof. Silvio Rocha, de Porto Alegre; as práticas dos Laboratórios de Aprendizagem, por Clarice Gorodicht, da Rede Municipal de Porto Alegre; as questões metodológicas envolvidas nos processos de alfabetização, por Magna Cruz e Eliana Albuquerque, da UFMG; as leituras e o trabalho com textos entre estudantes do III Ciclo na rede municipal de Porto Alegre, pelo grupo de pesquisa da Profa. Maria Luisa Xavier, da UFRGS.
Veja mais no link http://www.wakeditora.com.br/mostrar_livro/mostrar_livro.php?livro=5972

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Inscrições para estudantes da UNIRIO em Teatro, Música, Letras e Pedagogia para o PIBID/UNIRIO

Começam nesta quarta-feira, dia 26-09-2012 e terminam na próxima segunda, 01-10-2012, as inscrições para bolsas de Iniciação à Docência do PIBID/UNIRIO. As inscrições são no Protocolo do CLA, das 14h30min às 16h30mim., nos dias úteis.
O Edital com os requisitos e informações sobre a seleção está disponível no local e no mural da Secretaria de Escola de Educação, na UNIRIO.
Os subprojetos trabalham em escolas públicas e buscam trazer a discussão, na formação de professores, de possibilidades outras de trabalho com o conhecimento escolar.
Boa sorte!

A semana na UNIRIO

Nesta terça, 25-09, 18h30min, Auditório Paulo Freire, CINE CCH, A CULPA É DO FIDEL, dirigido por Julie Gravras.
O CINE CCH, assim como os passeios em São Paulo, promovidos pelo Professor Alberto Rhoiphe, e as aulas em espaços fora da UNIRIO, dos Professores Celso e Márcio e da Professora Lea, representam uma compreensão de parte dos professores do Curso de Pedagogia de que a formação de professores não passa apenas pela sala de aula, mas por uma inserção mais ampla do estudante em diferentes espaços/linguagens/percepções, contribuindo [espera-se] para a sensibilização do quanto é complexo  o processo de aprendizagem.
Na quarta-feira, 26-09, 13h30min, Auditório do CCET, Assembleia Geral da ADUNIRIO, buscando não perdermos os acúmulos conquistados em tempos de greve, quanto a participação na política educacional da UNIRIO.
Na sexta-feira, 28-09, 14h às 16h, na sala de aula do mestrado, reunião com estudantes que estão entrando agora no PIBID, para apresentação geral do Projeto e orientações sobre os trabalhos.
Para as turmas de currículo, aula normal na terça e quinta.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A discussão de um currículo único nacional

Segue texto da Presidente da ANPED (Associação Nacional de Pesquisa em Educação) crítico à proposta de um currículo único nacional:

Tendências/Debates: Reduzir a liberdade é proposta elitista

DALILA ANDRADE OLIVEIRA

O Brasil deve adotar um currículo nacional único para a educação básica?
NÃO
A liberdade de organização conferida aos sistemas de ensino por meio da legislação brasileira é conquista do final do século 20.
O artigo 210 da Constituição de 1988 determina como dever do Estado fixar "conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar a formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais".
Essa liberdade, em país tão diverso como o Brasil, está vinculada à existência de diretrizes que orientem a definição de conteúdos em conformidade à base nacional comum e diversificada do currículo, garantindo a necessária integração nacional.
Como estabelece o artigo 26 da Lei das Diretrizes e Bases de 1996: "Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela".
As mudanças na legislação garantindo flexibilidade curricular permitem a adequação do projeto pedagógico de cada escola ao seu meio, objetivando a unidade na diversidade.
Essa foi uma conquista de setores sociais que historicamente estiveram alijados do direito à educação pública neste país.
Nas últimas décadas emergiram políticas voltadas à promoção da educação para os afrodescendentes, indígenas, pessoas com deficiência, população do campo e em condições de pobreza. Compreendeu-se que não bastava garantir acesso à escola se a educação não correspondia a seu universo sociocultural.
É com a liberdade de cada escola elaborar seu projeto pedagógico, acolhendo os sujeitos que dela participam, que a educação vai se tornando ato de liberdade e instrumento da democracia. Essa é uma orientação que tem possibilitado ao sistema educacional brasileiro ser mais inclusivo e justo com os que mais necessitam da escola pública.
Contudo, há vozes discordantes na sociedade que defendem o velho elitismo republicano da escola pública do início do século 20. Essas vozes têm defendido o currículo nacional único sob o pretexto de que todas as crianças devem ser alfabetizadas na idade certa e que para tanto é necessário definir conteúdos padronizados para ser ensinados de norte a sul do país e que devem ser exaustivamente avaliados.
Trata-se de um argumento que ignora a complexidade do processo educacional. A transmissão de conteúdos, muitas vezes estranhos ao contexto dos alunos, não é suficiente para garantir o bom desempenho educacional. Outros fatores sociais interferem na aprendizagem e a escola não é, nem pode ser, impermeável a eles.
A padronização curricular foi, durante séculos, responsável pela expulsão de importantes segmentos sociais da escola. O critério de justiça que orienta os sistemas escolares, apesar de repousar no ideal de igualdade de oportunidades, promove injustiça ao tratar o diferente como igual, pode torná-lo também desigual. Não se pode negar as diferenças sociais, econômicas e culturais entre os indivíduos.
A retomada da defesa do currículo único na atualidade no Brasil se deve a setores que concebem a educação somente como fator de produção, a serviço de um modelo de desenvolvimento que ignora dimensões indispensáveis à felicidade humana.
Quantos são os distúrbios em sociedades que levaram a risca tal concepção? A experiência parece não bastar e a pesquisa acadêmica pouco é solicitada a contribuir nas políticas públicas a serviço do bem comum. É necessário debater a concepção de educação que interesse à sociedade brasileira no seu conjunto, capaz de mobilizar forças sociais e as potencialidades deste país.
DALILA ANDRADE OLIVEIRA, 47, é presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) e professora da UFMG

Fonte:
http://www.anped.org.br/noticias/ler/curriculo-nacional-unico-para-a-educacao-basica-artigo-da-anped-na-folha-de-sao-paulo