sexta-feira, 17 de junho de 2016

Participação do GEPAC na ANPED REGIONAL - UFES, Espírito Santo

Convidamos as pesquisadoras e os pesquisadores a participarem das sessões em que discutiremos nossas pesquisas, em mais uma Reunião da nossa Associação Nacional de Pesquisadores em Educação:

Local: Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, ES


Data 11/06/2016   13h às 14h
Sala 06 do IC-IV-Centro de Educação
Pôster
ENTURMAÇÕES DIFERENCIADAS NO ENSINO FUNDAMENTAL: AS TURMAS DE PROJETO NO RIO DE JANEIRO E OUTRAS EXPERIÊNCIAS (Mestrado)
Andréa Reis Vieira – SMERJ/ UNIRIO

               Data 12/06/2016   14h às 18h
Sala 06 e 07 do IC-IVCentro de Educação
Comunicação Oral
ORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM CICLO E AS PRÁTICAS AVALIATIVAS COTIDIANAS: UMA RELAÇÃO TENSIONADA PELA POLÍTICA DE CONTROLE PÚBLICO POR MEIO DA AVALIAÇÃO (Doutorado)
 Ester de Azevedo Corrêa Assumpção – UNIRIO
             
13h às 14h 
Sala 06 do IC-IV-Centro de Educação
Pôster 
EDUCAÇÃO, POLÍTICA E GRAMSCI: COMO ENTENDER TEMPOS SOMBRIOS (Doutorado)
Ana Valéria Dias Pereira  UNIRIO

Data 13/06/2016   13h às 14h
Sala 06 do IC-IV-Centro de Educação
Pôster
PESO DAS AVALIAÇÕES EXTERNAS NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO: UM OLHAR SOBRE AS PRÁTICAS AVALIATIVAS EM UMA ESCOLA DA SME/RJ (Mestrado)
Claudia Claro Chaves de Andrade – UNIRIO

CURRÍCULO, CICLOS E AVALIAÇÃO ESCOLAR - A VISÃO DOS ALUNOS SOBRE AS PRÁTICAS EDUCATIVAS E AVALIATIVAS DA ESCOLA (Doutorado)
Andressa Farias Vidal - UNIRIO

  Data 13/06/2016   14h às 18h
Sala 32 do IC-IV-Centro de Educação
Comunicação Oral
CICLOS E REPROVAÇÃO: UMA ALIANÇA ESTÁVEL E DE DIFÍCIL SUPERAÇÃO PARA OS DOCENTES (Doutorado)
Andressa Farias Vidal - UNIRIO

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Sobre umbigos e mãos

A coisa tá bem esquisita, bem coisa e bem esquisita. 
Mas para quem estuda história, não tão esquisita. As crises econômicas desencadeiam nosso pior: é como se estivéssemos em caça, no mais básico ato de sobrevivência. Para viver, matar. Alimentar-se. Sobreviver. 
E, então, mesmo tendo disponível o conhecimento da coleta, da produção de orgânicos, da possibilidade de alimentos para todos, da vida sem escravidão e uma certa noção de que podemos viver de modo outro - misturando ciência e sagrado, ética e estética, hibridizando saberes e lançando-nos a ser mais, escorregamos na casca de banana e, depois de um baita tombo, apelamos para o "salve-se quem puder".
Nesse apelo, danem-se a ciência, o sagrado, a ética, a estética. Danem-se os vizinhos, os pais, os irmãos, dane-se o mundo, o universo passa a circular em volta do umbigo. Pouco importa se os refugiados da Europa têm origem na desestabilização política provocada pela política estaduniense no Oriente Médio; se a fome tem origem numa má distribuição da produção; se as economias que têm no Petróleo um importante produto de sustentação quebrem (de novo por uma política dos EUA, associada à Arábia Saudita), se pessoas morrem sem outra causa que não a sustentação do mais para os mesmos; as 85 famílias que têm para si 50% do PIB mundial. 
Aqueles que têm seu lucro a qualquer preço precisam assegurar que os ricos continuem aparecendo como representantes da imagem de que, pelo trabalho e pela adoção de determinados padrões (sínicos, hipócritas, racistas, machistas), qualquer um pode chegar lá. É imagem do pinscher pulando para alcançar a mesa, no filme de Michael Moore (Capitalismo, uma história de amor).
Precisamos de um pensamento menos umbigal. A sobrevivência não está na caça, na exclusão, no cada um por si. Ao menos a nossa sobrevivência (de todos que estão fora das 85 famílias), está em nossa capacidade de encontrar com o outro, aperta-lhe a mão, conhecê-lo e com ele dialogar. A nossa sobrevivência está no estabelecimento de contatos (nacionais e internacionais) para promoção de uma mudança substancial do jogo. E o jogo é mundial, e nós somos muitos. Precisamos pensar também com as mãos que trabalham, que podem nos unir, que podem virar o jogo. No Brasil, precisamos barrar o Golpe. No mundo, precisamos barrar o fascismo. Somos muitos, temos o nosso trabalho e um compromisso com a justiça social.
#ForaTemer
#ForaBolsonaro
#ForaTrump
Fora Deputados e Senadores que não sabem o que fazem e fora os que sabem muito bem o que estão fazendo contra as políticas sociais no Brasil.

terça-feira, 7 de junho de 2016

XIII Fórum FINAflor e II Encontro NINA: "Infâncias Indígenas Brasileiras: Ontem e Hoje"

O XIII Fórum FINAflor e II Encontro NINA, que terá como tema: "Infâncias Indígenas Brasileiras: Ontem e Hoje" promoverá a discussão com palestrantes de universidades e também indígenas. 

O Fórum acontecerá no dia 11 de Junho, próximo sábado, tendo início às 08h30min no Auditório Paulo Freire - CCH UNIRIO. (Avenida Pasteur, 458).


2º Ciclo de Leitura sobre Filosofa e Ensino UNIRIO

O 2º Ciclo de Leitura sobre Filosofa e Ensino iniciará nesta quinta-feira, dia 09 de junho de 2016, promovido pelo grupo do Projeto de Extensão Filosofia na Sala de Aula, PROExC/UNIRIO, com apoio da SEAF - Sociedade de Estudos e Atividades Filosóficos. 
Mais Informações: 
Prof. Dr. Dalton Alves
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO
Departamento de Fundamentos da Educação - DFE/EE/CCH
Área de Educação e Trabalho/
Educação e Filosofia/
Educação e Economia Política.

Vivendo um Golpe

Durante todo este ano e antes de 11 de maio, todo o dia era dia de levantar, olhar as noticias no watsapp, respirar fundo e acreditar que algo iria acontecer que nos ajudasse frear a ruptura da ordem constitucional que se aproximava. As atividades políticas eram intensas e o trabalho avassalador, porque imenso e permeado de distrações outras, um compromisso maior em denunciar, em deter o golpe, em debater com a visão construída pela direita de que a esquerda faria mal ao país.
A votação do impedimento da presidenta Dilma no Senado durou entre 11 e 12 de maio. Acordar, dia 12 de maio, em um país que vive um golpe, foi muito triste. Foi intenso e doloridamente triste. Dia 12 ainda foi possível acompanhar a saída de Dilma do Planalto. E o Golpe se estabeleceu majestosamente ruim. A fotografia da entrada dos Golpistas no poder foi muito representativa daquele que, tendo sido eleito como vice, com uma Presidenta e Projeto de Governo de esquerda, articulou nos corredores a derrubada da mesma (para proteger os seus na Lava Jato) e chegou a escrever o que tem sido chamado de "Ponte para o passado" - desejos da direita nacional e dos EUA, entre a entrega do Pre Sal e o fim dos direitos trabalhistas, apresentado como um "plano de governo". Plano de governo não eleito, é isso que está se tentando estabelecer no país.
Os dias só não são mais difíceis porque temos muitos amigos, muitas amigas, dos mais distantes aos mais próximos, gente sensível, gente que tem noção de tudo o que estamos diariamente perdendo. Mas nossa força é imensa, talvez do tamanho da vontade deles em governar sem voto. A ocupação do MinC, a reunião da esquerda  (mais ou menos, é verdade), os atos cotidianos que mostram que não estamos sós, que podemos estar sem Justiça e sem Parlamento, porque todos parecem comprados, mas que ainda temos a nós, e estamos, todos e todas, nenhum pouco a fim de nos calarmos, de desistirmos da luta. É isto que nos faz levantar todo o dia, e recomeçar a vida.  


Em São Gonçalo, UERJ



Agenda unificada Comitê Unirio contra o Golpe e pela Democracia e Adunirio





quinta-feira, 5 de maio de 2016

Se você é fã do Ricardo Darin...Corra pro cinema!

Não sei quanto tempo ainda fica em cartaz, pois estou sufocada de trabalho, enfastiada com a quantidade de políticos safados na Câmara Federal e no Senado e exausta de ver tanto canalha com poder suficiente para dar mais uma empurradinha na tentativa de fazer o Brasil se afundar de vez.
Todavia, na corrida, fiquei sabendo do filme Truman, dirigido por Cesc Gay e com o poderosíssimo Ricardo Darin (O segredo dos teus olhos; Um conto Chinês; O filho da noiva; entre outras maravilhas da tela imensa). O filme é um doce. Recomendado para solitários/as artistas e todos os amigos do mundo. Um filme sobre diferenças que se respeitam, sobre coragem de viver e de morrer. Quem tem cachorro (o cachorro não morre, já adianto), recomendo levar um lenço. Corações sensíveis também. Mas o que é a vida sem a gente chorar um pouco, não é mesmo?  A interpretação de Darin, Javier Cámara e Dolores Fonzi, além de algumas possíveis gargalhadas durante a película, valem a pena. 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Golpistas safados expõem ao país a Câmara dos Horrores

Em 16 de novembro de 2014 denunciávamos neste blog (leia aqui) o cheiro de golpe, cara de golpe, discurso de golpe. Um ano e cinco meses após, a Câmara dos Deputados conseguiu instalar o processo de impedimento da Presidenta Dilma. Um processo sem crime, apenas uma peça jurídica usada, tal qual em 1964, para inconstitucionalmente forçar  a saída do governo e, com isso, a entrega dos recursos, especialmente do Pre Sal, às empresas internacionais que já dominam mais da metade do PIB mundial; o enfraquecimento dos BRICS em suas propostas de independência em relação aos EUA (Banco próprio, moeda, etc) e, internamente, promover mais neoliberalismo econômico e mais conservadorismo social. A votação foi um circo dos horrores, expondo (e, como diria Chico Buarque, foi ruim, mas foi bom) que:
(1) o processo (de impedimento) foi aberto (será aceito ou não pelo Senado, e julgado pelos senadores) não porque a Presidenta teria cometido "pedaladas", mas por um conjunto de escusas intenções (chegar ao poder sem voto; perseguir o PT; ódio de classe);
(2) o baixo nível de compromisso com o Brasil (votos dedicados às particulares famílias, a Deus, à tradição, à propriedade, contra o povo e até contra a CUT);
(3) a  ignorância, que oscila entre feroz e inacreditável, dos deputados que compõem a referida Câmara.
Foi, literalmente, uma Câmara dos Horrores, ao vivo, em transmissão nacional, pela TV Brasil (e outras), para todo o país. Nos subúrbios cariocas os votos "não" ao impedimento eram aplaudidos; em Copacabana a direita indignada com as políticas de cotas, bolsas, Lei das domésticas (talvez até com a Lei Áurea), assistiam em 3 telões instalados ao longo da orla e comemoravam o "sim", sem se importar com a ilegalidade, com a barbaridade, com o horror que é a Câmara Federal hoje e quem os representa no golpe que leva o país à inconstitucionalidade. O que importa é recuperar os privilégios, tirar negros e pobres das Universidades e dos aeroportos, o PT do governo, vestir a camiseta de uma das Federações mais corruptas do Brasil, e bradar pelo fim da corrupção, ao mesmo tempo em que sonega impostos.
Em 2014, na mesma eleição que Dilma venceu (aquela que Aécio, o playboy que governava Minas morando no Rio, não conseguiu aceitar até hoje), só para citar os três deputados que mais obtiveram votos em 2014:
Celso Russomano, PRB de São Paulo, com 1,524 milhão de votos;
Tiririca, aquele que disse que ia votar contra o impedimento e depois votou a favor, teve 1, 016 milhão de votos e Jair Bolsonaro, do  PP Rio de Janeiro, com 464.572 votos. Somados estes três mais votados, ou seja, os três que possuem as votações mais "significativas", não se chega a 6% dos votos da Presidenta, eleita com mais de 54 milhões de votos. Todos os demais, individualmente, não possuem votação significativa e, muitos, a julgar pelos absurdos ditos, não possuem sequer relevância política.
E, ao final deste round, os golpistas safados comemoraram.
Fonte dos dados:
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/os-deputados-federais-mais-votados-do-pais-nas-eleicoes-2014
Leitura recomendada, do genial Jorge Furtado (Diretor da Ilha das Flores; O homem que copiava; Meu tio matou um cara; entre outros filmes marcantes do cinema brasileiro):
Jorge Furtado Cara de golpe, jeito de golpe, cheiro de golpe
(A semelhança das expressões como o golpe foi percebido neste Blog em 2014 e por Jorge Furtado em 2016, são apenas afinidades intelectuais)