Debates e indicações de Encontros na área de Educação
quinta-feira, 14 de abril de 2016
terça-feira, 12 de abril de 2016
Poesia em tempos de cólera
En la tucha e clases todas las armas son buenas: piedras, noches, poemas.
Paulo Leminski
Paulo Leminski
sábado, 9 de abril de 2016
Entenda pelo que lutamos em 3 filmes rápidos [atualizado em 14-04-2016]
Como o Brasil era, no Governo Fernando Henrique Cardoso, veja o documentário da Globo sobre a fome, mostrando uma parte da vida dos tais 36 milhões de brasileiros que só saíram desta situação no Governo Lula:
https://www.youtube.com/watch?v=vvvG1O7T4o4
A série completa você pode encontrar aqui:
https://youtu.be/w_LIYJ5AZcM
Filme que mostra como o Petróleo e os BRICS estão no olho do furacão do Golpe em Curso:
Reportagem Al Jazeera (Legendada)
Filme que mostra um pouquinho do Brasil que estamos a construir:
Premiação do filme Que horas ela vem?
Na festa do Jornal Globo, a diretora premiada Ana Muylaert diz ter conhecido, em suas andanças de divulgação do filme, muitas Jessicas, homens e mulheres que foram os primeiros em suas famílias a chegar na Universidade e, por fim, agradece ao pai e mãe destas muitas Jéssicas: Lula e Dilma. É DISSO QUE também FALAMOS QUANDO GRITAMOS "NÃO VAI TER GOLPE!"
https://youtu.be/xueMF6A3KNU
Manifesto pela Democracia, CHico Buarque, Wagner Moura, Leonardo Boff, Eric Nepomuceno
Assine Aqui
Chamado pela Democracia
Como a democracia ajuda a ser contra a corrupção
https://www.youtube.com/watch?v=vvvG1O7T4o4
A série completa você pode encontrar aqui:
https://youtu.be/w_LIYJ5AZcM
Filme que mostra como o Petróleo e os BRICS estão no olho do furacão do Golpe em Curso:
Reportagem Al Jazeera (Legendada)
Filme que mostra um pouquinho do Brasil que estamos a construir:
Premiação do filme Que horas ela vem?
Na festa do Jornal Globo, a diretora premiada Ana Muylaert diz ter conhecido, em suas andanças de divulgação do filme, muitas Jessicas, homens e mulheres que foram os primeiros em suas famílias a chegar na Universidade e, por fim, agradece ao pai e mãe destas muitas Jéssicas: Lula e Dilma. É DISSO QUE também FALAMOS QUANDO GRITAMOS "NÃO VAI TER GOLPE!"
https://youtu.be/xueMF6A3KNU
Manifesto pela Democracia, CHico Buarque, Wagner Moura, Leonardo Boff, Eric Nepomuceno
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Chamado pela Democracia
Como a democracia ajuda a ser contra a corrupção
terça-feira, 22 de março de 2016
Manifesto Periferia contra o Golpe
Aqui você acessa o texto e pode assinar o manifesto:
https://docs.google.com/forms/d/1laBWwo9LpWY8QLuI6wswexqktA14rqj6mtA8MOXu1Kc/viewform?c=0&w=1
https://docs.google.com/forms/d/1laBWwo9LpWY8QLuI6wswexqktA14rqj6mtA8MOXu1Kc/viewform?c=0&w=1
segunda-feira, 21 de março de 2016
Entenda porque o Impedimento à Dilma é Golpe, por Marcos Francisco Martins
a) [...] o processo de impedimento da presidente NÃO se realiza
segundo as regras do Estado Democrático de Direito" - como seria possível
o processo estar sendo desenvolvido segundo as regras do "Estado
Democrático de Direito", se:
- as apurações são seletivas (apenas para citar um dos
muitos exemplos: o Aécio já foi citado mais de 6 vezes, inclusive consta da
delação de Delcídio, mas nada dele foi apurado e ele não foi sequer chamado a
dar explicações, coercitivamente ou não);
- o processo de impedimento foi aberto pelo presidente da
Câmara, que se tornou réu por unanimidade (será que o Estado Democrático de
Direito permite que um parlamentar sem legitimidade tome uma medida de tamanho
impacto?);
- o julgamento será feito por 65 deputados, sendo que 40
deles receberam dinheiro das empresas investigadas na "Lava-Jato";
- o processo de impedimento começou a ser aberto há cerca
de 3 semanas, quando essa discussão estava bem "fria", sem qualquer
poder de mobilização; mas uma articulada iniciativa, que envolveu setores da
mídia (particularmente a Rede Globo e a revista Veja) e de parte da Operação
Lava Jato, com os vazamentos seletivos, reacendeu a "vontade" de se
fazer uma grande manifestação, que ocorreu domingo passado e acelerou a
abertura do processo de impedimento; só para lembrar, a Rede Globo é uma
concessão pública e o que ela está promovendo é a formação de uma opinião
pública enviesada, segundo os próprios interesses, sem qualquer espaço para o
contraditório;
b) As diferenças entre nossas ações pelo impedimento do
Collor, e agora são:
- Se você se recorda do processo de impedimento de Collor,
deve se lembrar que houve uma CPI, o que não é o caso atual;
- o resultado da CPI contra o Collor "objetivou"
o crime de responsabilidade, mas no caso atual estão julgando politicamente as
"pedaladas fiscais" de Dilma (esse é o foco do atual processo de
impedimento), algo que governos federais anteriores fizeram e que centenas de
governadores e prefeitos fizeram e fazem, mas sem sofrerem processos de
impedimento; a propósito, algumas das chamadas pedaladas foram assinadas pelo
Temer;
- para agravar ainda mais, ao processo de impedimento em
curso acrescentaram como anexo as delações de Delcídio, mas sem qualquer
apuração (pelo que sei, no Estado Democrático de Direito há a presunção da
inocência e julgamento justo);
c) Diferentemente do processo de F. Collor, o que
temos hoje não é uma guerra contra toda e qualquer corrupção, como defendíamos
à época de Collor, mas a penalização de apenas alguns corruptos ou não (eu
ainda guardo o respeito à presunção de inocência, princípio do estado
Democrático de Direito), selecionados a dedo por uma Justiça que enxerga muito
bem; quando a Justiça é seletiva, quando ela perde a cegueira e não reconhece a
presunção da inocência, dá margens para golpes à democracia;
d) Se o STF considerou constitucional, não significa que
o seja. O STF é considerado o "guardião da constituição", mas a
atual formação dele não autoriza a tão facilmente aceitar a tese com
tranquilidade e isso por dois motivos:
- a positividade dessa sua afirmação me impede de com ela
concordar pois, para mim, qualquer Tribunal é palco de uma disputa de poder
interno e espelha as disputas de poder que se travam, mais amplamente, nas
relações sociais, entre classes e frações de classe, por exemplo; assim, mesmo
que o STF considere constitucional determinado procedimento, ele poderá não ser
assim entendido, como ocorre com muitos juristas que das decisões dele
discordam; de fato, juízes e Tribunais não são neutros e não podem ser assim
compreendidos e aceitos; veja o Moro, por exemplo; ele faz campanha política
para o João Dória, que disputa a indicação para ser candidato a Prefeito em São
Paulo pelo PSDB, sem contar o engajamento do pai e da esposa com esse partido;
- ministros como Gilmar Mendes tem claro posicionamento
político-ideológico e fala para além dos autos, o que não é recomendado a
qualquer juiz, como se sabe; isso, inclusive, ele fez ao se posicionar pela
suspensão da posse de Lula como Ministro da Casa Civil; a propósito, esse é um
dos argumentos de alguns renomados juristas que entraram com ação no STF contra
a decisão dele.
Marcos Francisco Martins, da UFSCar-Campus Sorocaba
Manifesto dos professores CLA UNIRIO
Nota de repúdio ao golpe em processo - professores do CLA – UNIRIO
Nós, professores do Centro de Letras e Artes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), abaixo assinados, nos juntamos a outras vozes e repudiamos os seguintes fatos que vêm assombrando o país:
• a tentativa de golpe em processo;
• o ataque a conquistas, tais como: a diminuição da desigualdade social brasileira, das desigualdades regionais; a saída do Brasil do mapa da fome; o aumento do acesso das classes populares à educação fundamental, técnica e universitária;
• a pauta conservadora cujo mote é o desmonte dos direitos estabelecidos pela Constituição de 1988; e inclui:
• a redução da maioridade penal e da idade para o ingresso no mercado de trabalho;
• a flexibilização da definição de trabalho escravo;
• a revogação do Estatuto do Desarmamento;
• os obstáculos à demarcação de terras indígenas;
• a modificação no Estatuto da Família, recusando o reconhecimento das relações homoafetivas;
• a modificação da lei de atendimento às vítimas de violência sexual, dificultando a elas o aborto;
• a punição a manifestações políticas e sociais embutida na Lei Antiterrorismo.
Defendemos as conquistas democráticas e os avanços dos direitos civis, políticos e sociais nas últimas décadas, a educação pública com a política de cotas e de inclusão.
Defendemos a liberdade de opinião e a construção de um espaço público em que o monopólio dos meios de comunicação não sufoque ou ignore as vozes discordantes.
Entendemos que é preciso fortalecer o reconhecimento e a valorização das diversidades étnicas, raciais, de gênero e orientação sexual; e lutar contra as ainda persistentes desigualdades sociais e econômicas, reconhecendo e ampliando direitos civis e espaço de ação para novos sujeitos políticos.
Rio de Janeiro, 15/03/2016
Assinaturas
1. Júlia Vasconcelos Studart (Escola de Letras)
2. Roberto Gnattali
3. Erika Ribeiro
4. Marina Teixeira Werneck Vianna
5. Flora Sussekind - Departamento de Teoria do Teatro
6. Inês Cardoso - Departamento de Teoria do Teatro
7. Ana Bernstein
8. Beti Rabetti/ profa. aposentada, vinculada ao PPGAC
9. Carole Gubernikoff
10. Vanessa Teixeira de Oliveira (Departamento de Teoria do Teatro)
11. André Gardel
12. Doris Rollemberg Cruz
13. Manoel Ricardo de Lima (Escola de Letras)
14. Rosyane Trotta
15. Cibeli Reynaud
16. Ana Achcar
17. Adilson Florentino
18. Moacir Eduardo Chaves
19. VINCENZO CAMBRIA (Etnomusicologia - IVL)
20. Alexandre Fenerich
21. Paulo Merisio
22. Ana Maria Bulhões
23. Renato Icarahy da SIlveira - Depto. De Direção Teatral/CLA
24. Maria Helena Werneck
25. Carla da Silva Miguelote
26. Ana Carolina Coelho
27. Luis Carlos Justi
28. Daniel do Nascimento e Silva
29. Laura Erber
30. Miguel Vellinho
31. Marina Henriques Coutinho
32. Elione Medeiros
33. José Da Costa
34. Marina Carvalho Spoladore Rezende
35. Christina Streva
36. Tatiana Motta Lima
37. Marco Tulio de Paula Pinto
38. Josimar Machado Gomes Carneiro
39. Luiz Eduardo de Castro Domingues da Silva
40. Walder Gervásio Virgulino
41. Tânia Alice
42. Joana Ribeiro
43. Leonardo Munk
44. Adriana Bonfatti
45. Danrlei de Freitas Azevedo
46. Monica Ferreira Magalhães
47. Nara Keiserman
48. Maria J, F. Haro
49. Luiz Henrique Sá
50. Luciano Pires Maia - Direção da Escola de Teatro
Nós, professores do Centro de Letras e Artes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), abaixo assinados, nos juntamos a outras vozes e repudiamos os seguintes fatos que vêm assombrando o país:
• a tentativa de golpe em processo;
• o ataque a conquistas, tais como: a diminuição da desigualdade social brasileira, das desigualdades regionais; a saída do Brasil do mapa da fome; o aumento do acesso das classes populares à educação fundamental, técnica e universitária;
• a pauta conservadora cujo mote é o desmonte dos direitos estabelecidos pela Constituição de 1988; e inclui:
• a redução da maioridade penal e da idade para o ingresso no mercado de trabalho;
• a flexibilização da definição de trabalho escravo;
• a revogação do Estatuto do Desarmamento;
• os obstáculos à demarcação de terras indígenas;
• a modificação no Estatuto da Família, recusando o reconhecimento das relações homoafetivas;
• a modificação da lei de atendimento às vítimas de violência sexual, dificultando a elas o aborto;
• a punição a manifestações políticas e sociais embutida na Lei Antiterrorismo.
Defendemos as conquistas democráticas e os avanços dos direitos civis, políticos e sociais nas últimas décadas, a educação pública com a política de cotas e de inclusão.
Defendemos a liberdade de opinião e a construção de um espaço público em que o monopólio dos meios de comunicação não sufoque ou ignore as vozes discordantes.
Entendemos que é preciso fortalecer o reconhecimento e a valorização das diversidades étnicas, raciais, de gênero e orientação sexual; e lutar contra as ainda persistentes desigualdades sociais e econômicas, reconhecendo e ampliando direitos civis e espaço de ação para novos sujeitos políticos.
Rio de Janeiro, 15/03/2016
Assinaturas
1. Júlia Vasconcelos Studart (Escola de Letras)
2. Roberto Gnattali
3. Erika Ribeiro
4. Marina Teixeira Werneck Vianna
5. Flora Sussekind - Departamento de Teoria do Teatro
6. Inês Cardoso - Departamento de Teoria do Teatro
7. Ana Bernstein
8. Beti Rabetti/ profa. aposentada, vinculada ao PPGAC
9. Carole Gubernikoff
10. Vanessa Teixeira de Oliveira (Departamento de Teoria do Teatro)
11. André Gardel
12. Doris Rollemberg Cruz
13. Manoel Ricardo de Lima (Escola de Letras)
14. Rosyane Trotta
15. Cibeli Reynaud
16. Ana Achcar
17. Adilson Florentino
18. Moacir Eduardo Chaves
19. VINCENZO CAMBRIA (Etnomusicologia - IVL)
20. Alexandre Fenerich
21. Paulo Merisio
22. Ana Maria Bulhões
23. Renato Icarahy da SIlveira - Depto. De Direção Teatral/CLA
24. Maria Helena Werneck
25. Carla da Silva Miguelote
26. Ana Carolina Coelho
27. Luis Carlos Justi
28. Daniel do Nascimento e Silva
29. Laura Erber
30. Miguel Vellinho
31. Marina Henriques Coutinho
32. Elione Medeiros
33. José Da Costa
34. Marina Carvalho Spoladore Rezende
35. Christina Streva
36. Tatiana Motta Lima
37. Marco Tulio de Paula Pinto
38. Josimar Machado Gomes Carneiro
39. Luiz Eduardo de Castro Domingues da Silva
40. Walder Gervásio Virgulino
41. Tânia Alice
42. Joana Ribeiro
43. Leonardo Munk
44. Adriana Bonfatti
45. Danrlei de Freitas Azevedo
46. Monica Ferreira Magalhães
47. Nara Keiserman
48. Maria J, F. Haro
49. Luiz Henrique Sá
50. Luciano Pires Maia - Direção da Escola de Teatro
E se fosse Dilma?, de Francisco Costa
E se fosse Dilma? *
1. E se
Dilma tivesse 22 processos por corrupção, como Eduardo Cunha (PMDB)?
2. E se
Dilma tivesse 18 processos por corrupção, como José Serra (PSDB)?
3. E se
Dilma colocasse sob sigilo, por 25 anos, as contabilidades da Petrobras, Banco
do Brasil e BNDES, como Geraldo Alckmin (PSDB) colocou as do Sistema
Ferroviário paulista, das Sabesp e da Polícia Militar, após se iniciarem
investigações da Polícia Federal, apontando desvios de muitos milhões?
4. E se
Dilma tivesse comprado um apartamento no bairro mais nobre de Paris e,
dividindo-se o valor do imóvel pelos seus rendimentos, se constatasse que ela
teria que ter presidido este país por quase trezentos para tê-lo comprado, caso
de FHC (PSDB)?
5. E se a
filha da Dilma tivesse tido um único emprego, de assessora da mãe, e a revista
Forbes a colocasse como detentora de uma das maiores fortunas brasileiras, como
no caso do Serra (PSDB) e sua filhinha?
6. E se
Dilma tivesse dado dois Habeas Corpus, em menos de 48 horas, a um banqueiro que
lesou o sistema financeiro nacional, para que ele fugisse do país; desse um
Habeas Corpus a um médico que dopava a suas clientes e as estuprava (foram 37
as acusadoras), para que ele fugisse para o Líbano; se fizesse uso sistemático
de aviões do senador cassado, por corrupção, Demóstenes Torres (DEM); se
tivesse votado contra a Lei da Ficha Limpa por entender que tornar inelegível
um ladrão é uma “atitude nazifascista” (sic), tendo a família envolvida em
grilagem de terras indígenas, como Gilmar Mendes (Ministro do STF)?
7. E se
Dilma tivesse sido denunciada seis vezes, por seis delatores diferentes, na
operação Lava Jato, e fossem encontradas quatro contas suas, secretas, na
Suíça, alimentadas por 23 outras contas, em paraísos fiscais, e o dinheiro
tivesse sido bloqueado pelo Ministério público suíço, por entendê-lo fruto de
fonte escusa, e tivesse mandado toda a documentação para o Brasil, com a
assinatura dela, como aconteceu com Eduardo Cunha (PMDB)?
8. E se
Dilma tivesse vendido uma estatal, avaliada em mais de 100 bilhões, por apenas
3,6 bilhões, como FHC (PSDB) fez com a Companhia Vale do Rio Doce?
9. E se
Dilma tivesse construído dois aeroportos, com dinheiro público, em fazendas da
família, como fez Aécio Neves (PSDB)?
10. E se
Dilma tivesse sido manchete de capa no New York Times, por suspeição de
narcotráfico internacional, gerando diversas reportagens na televisão norte
americana e agentes do DEA (Departamento Antidrogas dos EUA) tivessem vindo ao
Brasil para investigá-la e um helicóptero com quase meia tonelada de pasta de
cocaína fosse apreendido em uma fazenda de um amigo pessoal e sócio dela como
ocorreu com Aécio Neves (PSDB)?
11. E se
Dilma estivesse na lista de Furnas, junto com FHC, Geraldo Alckmin, José Serra,
Aécio Neves (todos do PSDB) entre outros?
12. E se
Dilma estivesse acusada de receber propinas da Petrobrás, como Aloysio Nunes
(PSDB)?
13. E se
Dilma estivesse sendo processada no STF, por ter recebido propinas da
empreiteira OAS e ter achacado o Detran do seu estado, em um milhão de reais,
como fez Agripino Maia (DEM)?
14. E se
Dilma tivesse sido denunciada como beneficiária do contraventor Cachoeirinha,
além de estar sendo processada, por exploração de trabalho escravo, em sua
fazenda, como Ronaldo Caiado (DEM)?
15. E se
Dilma estivesse sendo investigada na Operação Zelotes, por ter sonegado 1,8
milhão de reais e corrompido funcionários públicos, para que essa dívida
sumisse do sistema da Receita Federal, como Nardes (Conselheiro do TCU, ligado
ao PSDB)?
16. E se a
filha de Dilma fosse assessora do presidente da CPI da Petrobrás e lobista
junto a Nardes, um conselheiro do TCU, e tivesse uma conta secreta no HSBC
suíço, por onde passaram milhões de dólares, como Daniele Cunha, a filha de
Eduardo Cunha (PMDB)?
17. E se
Dilma tivesse sido presa em 2004, por fraude em licitação de grandes obras, no
Amapá, e tivesse sido condenada por corrupção, evasão de divisas, lavagem de
dinheiro e formação de quadrilha, como Flexa Ribeiro (PSDB)?
18. E se Dilma,
quando prefeita de Salvador – BA, tivesse sumido com 166 milhões das obras do
Metrô, como Antônio Imbassahy (PSDB)?
19. E se
Dilma tivesse sido governadora e, como tal, cassada, por conta de compra de
votos na campanha eleitoral, corrupção e caixa dois, como Cássio Cunha Lima
(PSDB)?
20. E se
Dilma, em sociedade com Mário Covas (PSDB) tivesse comprado uma enorme fazenda
no município mineiro de Buritis, em pleno mandato, e recebesse um aeroporto de
presente, construído gratuitamente, de uma empreiteira, constatando-se depois
que foi essa empreiteira a que mais ganhou licitações no governo FHC (PSDB),
sócio de Covas?
21. E se
Dilma declarasse à Receita Federal e ao TRE ter um patrimônio de 1,5 milhão e a
sua filha entrasse na justiça, reclamando os seus direitos sobre 16 milhões, só
parte do seu patrimônio, como aconteceu com Álvaro Dias (PSDB)?
22. E se
Dilma estivesse sendo acusada de ter recebido 250 mil de uma empreiteira, na
Operação Lava Jato, como Carlos Sampaio (PSDB)?
23. E se
Dilma fosse proprietária da maior rede de televisão do país, devendo quase um
bilhão de impostos e mais dois bilhões no sistema financeiro, e tivesse o
compromisso de proteger corruptos e derrubar a presidente, em troca do perdão
da dívida com o fisco e financiamento do BNDES, para quitar as dívidas da
empresa, como ocorreu no passado, caso dos irmãos Marinho, proprietários da
Rede Globo de Televisão?
Certamente
Dilma, investigada noite e dia, em todas as instâncias, sem um indiciamento,
sem sequer evidências de crimes, no dizer do promotor da Lava Jato e de um dos
advogados dos réus, “uma mulher honrada”, não estaria com os citados pedindo o
seu impeachment.
O seu crime?
Chegou o dia de pagar os carentes do Bolsa família e o tesouro não tinha
dinheiro. A Caixa Econômica Federal pagou e recebeu três dias depois. Isto é
pedalada e por isso todos os citados acima a querem fora do governo.
Porque é
desonesta ou porque é um risco para os desonestos?
Para
apressar a tramitação dos processos em curso ou para arquivá-los?"
Texto
escrito por Francisco Costa
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