sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

GEPAC - início das reuniões ampliadas em 2015 - 27 de março de 2015

O Grupo de Estudos e Pesquisas em Avaliação e Currículo - GEPAC, retomará suas reuniões ampliadas na lua crescente de 27 de março de 2015, uma sexta-feira, às 15h.
Em breve informaremos a pauta e o local.
Convidamos a todos para a defesa de dissertação:
Mestrando Carlos Eduardo Rodrigues
Dia 10/03, terça-feira, as 14h30min
Título da dissertação:  As habilidades socioemocionais como a nova fênix das avaliações em larga escala?
Banca: Profª Dra. Sandra Zákia USP
            Profª Dra. Andréa Fetzner UNIRIO
Orientadora: Profa. Dra. Claudia de Oliveira Fernandes

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

HSBC, mídia brasileira e o que sustenta nossa ignorância

Quando falamos em marco regulatório da mídia, pensamos no direito que temos sobre as concessões públicas de comunicação de que estes instrumentos não apenas preocupem-se com captar público e vender espaços de propaganda, mas possam servir à formação e defesa de uma sociedade democrática e informada. Isto significa que algumas regras e responsabilizações (ninguém está falando de censura, certo?) tenham que ser cumpridas. Eu tenho o direito de formar a minha opinião e, para que eu possa formar a minha opinião eu preciso ter o direito de, quando uma notícia for veiculada, ouvir diferentes fontes e perspectivas relacionadas a esta notícia.
Por exemplo, contas públicas, Petrobrás, greve dos transportes de carga são temas que afetam diretamente a sociedade brasileira e a forma como a sociedade brasileira se comporta sobre estes temas afeta, também, as medidas a serem tomadas sobre eles. Quando a mídia impõe uma compreensão restrita do tema que está abordando a reação da sociedade vai na direção que a compreensão restrita causa. Se a sociedade tivesse um acesso mais qualificado à informação (plural, divergente, complexo e aprofundado) teríamos possibilidade de tomarmos a direção de forma mais autônoma, decisões de qualidade melhor para nossas vidas.
É como se eu tivesse que resolver um problema simples: o que vou comer agora, por exemplo, mas sem poder conhecer o que há de disponível em meu armário. O que a mídia tem feito é construído um armário inexistente, com produtos que não tenho disponíveis, mas que passo a acreditar que tenho e, quando vou providenciar o que comer, não encontro os elementos. É grave, é muito grave.
A UFRJ está (esteve ao menos, por duas vezes este ano) sem dinheiro para pagar os funcionários terceirizados (que são precarizados nas relações de trabalho e no salário) por questões que envolvem o atraso na votação do orçamento da União. O dinheiro é preso, não sai do cofre, da virtualidade contábil, não circula entre órgãos públicos, prefeituras, estados, fundações - e as pessoas que trabalham fazendo com que a máquina funcione passam a não receber e, não recebendo, não pagam suas contas e não mantêm funcionando o mercadinho da esquina, e tudo o mais que faz o país andar. Tem haver com a falta de consenso no Congresso, tem haver também com os interesses políticos partidários em manter os favores entre seus agregados, tem haver também com a falta de compreensão política com a qual votamos (a saladinha que fazemos para votar), que por sua vez tem haver com a mídia, que deveria colocar em discussão temas polêmicos de forma polêmica - mostrando mais de uma forma de ver o problema. Eu já estive em países em que os programas destinados à informação (jornais, reportagens), precisavam apresentar o problema, alguma referência histórica que o contextualizasse, e diferentes visões sobre o mesmo (do governo, da acadêmia, dos sindicatos, dos movimentos sociais que tinham ligação com este problema). A Petrobrás, e a forma como a empresa tem sido tratada, especialmente no Jornal Nacional (embora haja uma orquestração em outros meios) é responsável por 10% do PIB brasileiro e por 15% da capacidade de investimento do país. É óbvio que a forma como as denúncias estão sendo tratadas prejudicam a empresa e também todos - TODOS E TODAS - nós. Eu (porque trabalho numa Universidade Pública que triplicou suas vagas e precisa de investimento para dar conta de seu trabalho, você, que trabalha e usufrui do país (de alguma forma você usufrui) e o auxiliar administrativo que não está recebendo seu salário (da empresa terceirizada), A forma como temos nos portado diante destes três fatos contas públicas, Petrobrás e greve dos transportes de carga (o que pensamos e fazemos sobre isto) podem piorar ou melhorar nosso cotidiano, mas não temos a diversidade de informações básicas e disponíveis (em meios alternativos) para tomar nossas decisões cotidianas, falamos como marionetes, reproduzindo a mídia, que se move por interesses que na grande (para não dizer exclusiva) parte das vezes é contra nosso bem estar e a favor da concentração de poder e riqueza. Não se iluda quando o Bonner está falando mal do Congresso, não é por ser solidário com nosso desespero frente aos absurdos da política partidária.
Vamos a outro exemplo?
O vazamento de documentos do HSBC:
Veja o básico sobre o tema em:
http://www.cartacapital.com.br/economia/entenda-o-caso-dos-vazamentos-do-hsbc-7392.html
Tem muito mais para ler na Carta Capital, inclusive a origem do banco HSBC, basta procurar.
Veja o que foi publicado hoje pelo jornalista que "tem exclusividade" na notícia:
http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2015/02/25/lista-do-hsbc-tem-31-pessoas-ligadas-a-direcao-de-empresas-de-onibus-no-rio/#comentarios
Pense num motivo para, entre mais de seis mil contas, apenas às ligadas a pessoas investigadas na Lava Jato e, agora, após muita crítica, sair apenas a listinha dos proprietários de ônibus?



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Sobre corrupção

É tão bom quando você encontra pronto, já escrito, o que você gostaria de dizer...rs...
Foi assim quando eu li o livro do Prof. Vitor Paro "Reprovação escolar: renúncia à educação" (Editora Xamã), ou a letra da música "Malandragem", de Cazuza e Frejat, primeiro porque há uma sintonia entre você e o mundo, ou parte (mesmo pequena) dele e, então, você não está tão fora da casinha como havia pensado. Segundo porque você pode parar de tentar explicar o que sente ser necessário ser explicado e pode se dedicar a outro projeto, pois este está "resolvido".
Voltando à temática que move a fraude-mídia, seguem poucas linhas do Sr. Celso Ballotti que resumem a posição deste Blog sobre o asssunto...



Leia aqui o manifesto de intelectuais brasileiros sobre a Petrobrás:
Manifesto sobre a Petrobrás e em defesa da eleição de Dilma

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O que vc acha importante para em uma direção de escola?

Seguindo orientação da Presidente Dilma, que propôs a consulta pública sobre Programas antes de seu lançamento, o MEC abriu um canal online para a possibilidade de manifestação, por parte da população escolar (e não só), sobre o que se considera importante na atuação de um diretor da Escola Básica.
A participação é bem simples: informa-se o CPF e um código de letras e números fornecidos pelo site.
A consulta tem duas questões básicas (abertas) e outro espaço para complementação:
Como você avalia a importância de um diretor de escola de Educação Básica? E
Como você entende que pode ser valorizado o papel do diretor de escola de Educação Básica?
Para participar vc precisa acessar o link:
http://pddeinterativo.mec.gov.br/diretorprincipal/

Na minha perspectiva, o diretor não pode fazer sozinho o trabalho por uma escola melhor, mais justa, democrática e comprometida com a qualidade social de seu trabalho, portanto, não é um mágico ou um super herói. A sua importância, avalio, é que ele possa fomentar um bom projeto de escola, tenha formação pedagógica de qualidade. Para fomentar um bom projeto de escola seria importante conhecer sua comunidade, reconhecer o papel social da escola, a importância do planejamento participativo e estabelecer a diferença entre ações e atividades que prejudicam a aprendizagem e aquelas que poderiam promover um clima escolar de confiança e dar autonomia aos sujeitos, provocá-los no desenvolvimento do pensamento crítico e contribuir para uma ampliação de conhecimentos e vivências culturais. Em vários municípios do estado do Rio muitas direções de escola ainda são indicadas por vereadores, não entendem nada de educação escolar e mais prejudicam o trabalho dos professores do que colaboram.
As indicações por parte de vereadores e prefeitos deveriam ser proibidas. A eleição com a participação da comunidade escolar parece ser o melhor sistema, acompanhada, na sequência (após a direção ser eleita) de um curso de especialização em Gestão Escolar, como o que foi oferecido pelo MEC via Escola de Gestores em parceria com as universidades públicas, por exemplo.
Uma equipe pedagógica também é importante, para que o diretor não seja sobrecarregado e possa ter uma equipe que colabore com a escola na construção cotidiana do Projeto Político Pedagógico.
Já participei! Espero que a conclusão das manifestações não seja pela bonificação, responsabilização e outras coisitas que andam a perturbar o cenário já complicado da educação pública.