Em Assembleia hoje, a greve docente continua no mínimo até a próxima semana, quando espera-se ter uma avaliação melhor da possibilidade de conseguir discutir a melhoria da carreira e das condições de trabalho no Legislativo, uma vez que o ANDES não foi ouvido pelo Governo.
Debates e indicações de Encontros na área de Educação
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
A moda do Pacto pela Alfabetização
Olha aí! Mais um Pacto...
Veja a Nota do SEPE, é auto-explicativa e dispensa comentários...
NOTA DO SEPE
Atenção Professores da Rede Municipal do Rio de Janeiro
Pacto Carioca - Não assine!
Na última semana, a Prefeitura enviou para as escolas o chamado
"Pacto Carioca" para a alfabetização.
Trata-se de um documento onde os professores se comprometem a alfabetizar os alunos. Um compromisso já aceito desde nossa opção de ingresso no magistério.
A orientação jurídica do SEPE é para que ninguém assine. Nós sabemos do nosso compromisso em garantir a aprendizagem de nossos alunos, porém isso não depende apenas da nossa vontade e determinação.
O objetivo de Eduardo Paes e Claudia Costin é esconder a responsabilidade deles pelo fracasso da educação pública e legitimar a aprovação automática.
O prefeito não investe 25% das verbas na educação. A estrutura dos prédios e as condições de trabalho são péssimas. Fundações e empresas privadas ganham dinheiro para impor métodos ineficazes, que jamais garantirão um processo de ensino aprendizagem.
As provas externas criam rankings de premiação aos melhores, desrespeitando um dos princípios mais básicos e éticos da concepção de educação.
São estas instituições privadas que ditam agora o projeto pedagógico.
Os professores tornaram-se polivalentes e meros aplicadores de apostilas e provas.
As merendeiras estão em extinção; os agentes auxiliares de creche continuam com dupla função e agora com a sua função ainda mais precarizada, com contratos temporários. Os PII de 40 horas não têm equiparação. Os salários são baixos. Não temos Plano de Carreira Unificado e nem o direito legal de 1/3 do tempo para planejamento conforme a Lei 11. 738/2011.
Portanto, quem não tem o compromisso com a educação pública de qualidade é o prefeito e sua secretária municipal, Claudia Costin.
Professor e professora vamos dar uma aula de cidadania e participação, como diria Paulo Freire "
Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda".
Por isso,
"Pacto Carioca": Não assine!
SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO
REGIONAL 2 ( Madureira e Adjacências)
Endereço: Travessa Almerinda Freitas , 36 – 2º andar, Sl 202 – Madureira – Rio de Janeiro
Telefax.:(22)3359-5059 - Email: seperegional2@gmail.com - Blog: http://seperegional2.blogspot.com.br/
Veja a Nota do SEPE, é auto-explicativa e dispensa comentários...
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NOTA DO SEPE
Atenção Professores da Rede Municipal do Rio de Janeiro
Pacto Carioca - Não assine!
Na última semana, a Prefeitura enviou para as escolas o chamado
"Pacto Carioca" para a alfabetização.
Trata-se de um documento onde os professores se comprometem a alfabetizar os alunos. Um compromisso já aceito desde nossa opção de ingresso no magistério.
A orientação jurídica do SEPE é para que ninguém assine. Nós sabemos do nosso compromisso em garantir a aprendizagem de nossos alunos, porém isso não depende apenas da nossa vontade e determinação.
O objetivo de Eduardo Paes e Claudia Costin é esconder a responsabilidade deles pelo fracasso da educação pública e legitimar a aprovação automática.
O prefeito não investe 25% das verbas na educação. A estrutura dos prédios e as condições de trabalho são péssimas. Fundações e empresas privadas ganham dinheiro para impor métodos ineficazes, que jamais garantirão um processo de ensino aprendizagem.
As provas externas criam rankings de premiação aos melhores, desrespeitando um dos princípios mais básicos e éticos da concepção de educação.
São estas instituições privadas que ditam agora o projeto pedagógico.
Os professores tornaram-se polivalentes e meros aplicadores de apostilas e provas.
As merendeiras estão em extinção; os agentes auxiliares de creche continuam com dupla função e agora com a sua função ainda mais precarizada, com contratos temporários. Os PII de 40 horas não têm equiparação. Os salários são baixos. Não temos Plano de Carreira Unificado e nem o direito legal de 1/3 do tempo para planejamento conforme a Lei 11. 738/2011.
Portanto, quem não tem o compromisso com a educação pública de qualidade é o prefeito e sua secretária municipal, Claudia Costin.
Professor e professora vamos dar uma aula de cidadania e participação, como diria Paulo Freire "
Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda".
Por isso,
"Pacto Carioca": Não assine!
SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO
REGIONAL 2 ( Madureira e Adjacências)
Endereço: Travessa Almerinda Freitas , 36 – 2º andar, Sl 202 – Madureira – Rio de Janeiro
Telefax.:(22)3359-5059 - Email: seperegional2@gmail.com - Blog: http://seperegional2.blogspot.com.br/
sábado, 18 de agosto de 2012
Entrevista de Regina de Assis (Secretária de Educação da cidade do Rio de Janeiro, de 1993 a 1996) à revistapontocom
Por pesquisar desde 2004 com a Rede Municipal da cidade do Rio de Janeiro, penso que a entrevista de Regina de Assis, personalidade significativa na produção do material Multieducação, também discutido no Curso de Currículo (Pedagogia/UNIRIO), é uma importante peça histórica do contexto, recomendo a leitura, na íntegra, da entrevista concedida à revistapontocom, que pode ser acessada no link ao final da transcrição parcial. Destaco os trechos a seguir, por representarem um contraponto não encontrado no Jornal Nacional; por reafirmarem analises já realizadas sobre os testes de larga escala em educação; e, ainda, por tratarem de temas gravíssimos a serem comunicados às famílias que hoje têm seus filhos na Rede Municipal do Rio de Janeiro. Os destaques em vermelho são meus, as perguntas e respostas estão copiadas na íntegra do site da Revista.
revistapontocom – Mas o que leva a senhora a fazer tais afirmações?
Regina de Assis – O desrespeito total da atual gestão com os professores no sentido de não reconhecer a capacidade instalada na rede. Lá atrás, em 1993, foi desse reconhecimento que foi possível fazer um trabalho, um diálogo entre a rede e a universidade e que gerou o Núcleo Curricular Base, a MultiEducação, documento que foi referência inclusive para a formulação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e para o Ensino Fundamental, das quais fui a relatora, durante os anos 1996/2000, em que participei do Conselho Nacional de Educação, e dos Parâmetros Curriculares de Educação, via MEC. Atualmente, não temos nem a rede representada nem as universidades. Há, sim, uma turma de burocratas que trabalham em favor de seus próprios interesses e que desconhecem e repudiam a historia de êxito da educação municipal do Rio, prestando assim um grave desserviço à cidade e à rede como um todo. Têm acontecido coisas muito graves, que já são, inclusive, do conhecimento do Ministério Público. Na internet, há várias denúncias.
revistapontocom – Por exemplo?
Regina de Assis – Desperdício de dinheiro público. Há pouco tempo foram publicados milhares de livros pela secretaria municipal de Educação/Multirio que tiveram que ser recolhidos em seguida. Livros caros que não receberam uma revisão cuidadosa e necessária e que foram, portanto, retirados de circulação. Outro grave problema relatado por professores: com o objetivo de fazer com que o Rio fique bem na foto da Prova Brasil, a secretaria tem excluído do exame alunos com baixo desempenho. A atual secretária tem ordenado a retirada de alunos de determinadas turmas, para que não sejam avaliados pelas provas, segundo informações dos professores. Isso é desonesto. Em vez de articular a rede com uma proposta pedagógica, compram-se produtos, elaboram-se apostilas com o objetivo de treinar alunos para as provas, isso tudo sem ouvir os professores. Os profissionais são obrigados a cumprir tarefas e a alcançar metas que atendam às expectativas das avaliações externas em curso. A avaliação interna e externa é de extrema importância. Só que a avaliação é intrínseca ao processo de educação. Antes de falar em avaliação, você tem que definir a proposta pedagógica. Avaliação não é um apêndice externo. Devemos ser avaliados, mas não temos que transformar o trabalho de política educacional, que não pode ser político/partidária, na busca de resultados, no treinamento de professores e alunos para responder questões de prova. É uma vergonha o que está acontecendo no Brasil inteiro, não só no Rio de Janeiro, fruto também de uma orientação econômica e política que muitas vezes se preocupa mais com o resultado do que com o processo. Se há áreas que precisam prestar atenção no processo para atingir um bom resultado são as de educação e a saúde. Você não consegue uma cura, se não conhece o processo pelo qual o doente está passando. Não existe doença, existem doentes. Não adianta justapor a avaliação como carro-chefe de uma gestão porque isso não traduz o que foi feito. O resultado pode ser totalmente fictício. Por conta disso, temos professores totalmente cansados, desanimados e desrespeitados, me valendo do título do romance do escritor Dostoiévski, humilhados e ofendidos [a obra narra personagens perseguidos por conta de sua condição social e econômica, no entanto resistentes à hipocrisia e a fala de humanidade de seus ofensores]. Humilhados na sua capacidade profissional e ofendidos na forma como são tratados, não consultados. A atual gestão faz tábula rasa como se toda a história da política municipal de educação do Rio se resumisse a aprovação automática, que não era para ter existido, foi uma equivocada política de implantação dos ciclos.
Na íntegra em http://www.revistapontocom.org.br/destaques/educacao-publica-e-politica-de-estado-e-nao-de-governo-diz-regina-de-assis
revistapontocom – Mas o que leva a senhora a fazer tais afirmações?
Regina de Assis – O desrespeito total da atual gestão com os professores no sentido de não reconhecer a capacidade instalada na rede. Lá atrás, em 1993, foi desse reconhecimento que foi possível fazer um trabalho, um diálogo entre a rede e a universidade e que gerou o Núcleo Curricular Base, a MultiEducação, documento que foi referência inclusive para a formulação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e para o Ensino Fundamental, das quais fui a relatora, durante os anos 1996/2000, em que participei do Conselho Nacional de Educação, e dos Parâmetros Curriculares de Educação, via MEC. Atualmente, não temos nem a rede representada nem as universidades. Há, sim, uma turma de burocratas que trabalham em favor de seus próprios interesses e que desconhecem e repudiam a historia de êxito da educação municipal do Rio, prestando assim um grave desserviço à cidade e à rede como um todo. Têm acontecido coisas muito graves, que já são, inclusive, do conhecimento do Ministério Público. Na internet, há várias denúncias.
revistapontocom – Por exemplo?
Regina de Assis – Desperdício de dinheiro público. Há pouco tempo foram publicados milhares de livros pela secretaria municipal de Educação/Multirio que tiveram que ser recolhidos em seguida. Livros caros que não receberam uma revisão cuidadosa e necessária e que foram, portanto, retirados de circulação. Outro grave problema relatado por professores: com o objetivo de fazer com que o Rio fique bem na foto da Prova Brasil, a secretaria tem excluído do exame alunos com baixo desempenho. A atual secretária tem ordenado a retirada de alunos de determinadas turmas, para que não sejam avaliados pelas provas, segundo informações dos professores. Isso é desonesto. Em vez de articular a rede com uma proposta pedagógica, compram-se produtos, elaboram-se apostilas com o objetivo de treinar alunos para as provas, isso tudo sem ouvir os professores. Os profissionais são obrigados a cumprir tarefas e a alcançar metas que atendam às expectativas das avaliações externas em curso. A avaliação interna e externa é de extrema importância. Só que a avaliação é intrínseca ao processo de educação. Antes de falar em avaliação, você tem que definir a proposta pedagógica. Avaliação não é um apêndice externo. Devemos ser avaliados, mas não temos que transformar o trabalho de política educacional, que não pode ser político/partidária, na busca de resultados, no treinamento de professores e alunos para responder questões de prova. É uma vergonha o que está acontecendo no Brasil inteiro, não só no Rio de Janeiro, fruto também de uma orientação econômica e política que muitas vezes se preocupa mais com o resultado do que com o processo. Se há áreas que precisam prestar atenção no processo para atingir um bom resultado são as de educação e a saúde. Você não consegue uma cura, se não conhece o processo pelo qual o doente está passando. Não existe doença, existem doentes. Não adianta justapor a avaliação como carro-chefe de uma gestão porque isso não traduz o que foi feito. O resultado pode ser totalmente fictício. Por conta disso, temos professores totalmente cansados, desanimados e desrespeitados, me valendo do título do romance do escritor Dostoiévski, humilhados e ofendidos [a obra narra personagens perseguidos por conta de sua condição social e econômica, no entanto resistentes à hipocrisia e a fala de humanidade de seus ofensores]. Humilhados na sua capacidade profissional e ofendidos na forma como são tratados, não consultados. A atual gestão faz tábula rasa como se toda a história da política municipal de educação do Rio se resumisse a aprovação automática, que não era para ter existido, foi uma equivocada política de implantação dos ciclos.
Na íntegra em http://www.revistapontocom.org.br/destaques/educacao-publica-e-politica-de-estado-e-nao-de-governo-diz-regina-de-assis
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Convite para banca de defesa de Dissertação de Luciana Nascimento
Olá Estudantes e Colegas!
Participarei na próxima sexta, 17 de agosto de 2012, da Banca de LUCIANA GUIMARÃES NASCIMENTO, que, com a orientação da Profa. Maria Elena Viana Souza, apresentará a dissertação "Uma análise sobre as relações étnico-raciais em escolas municipais do Rio de Janeiro". Considerando a relevância do tema para o repensat/refazer das relações escolares e a qualidade do trabalho, convido a todos que puderem estar presentes:
17 de agosto, sexta-feira, 15h, sala de aula do Mestrado em Educação - UNIRIO.
Av. Pasteur, 458, CCH (Centro de Ciências Humanas), térreo (sala de aula do mestrado)
Participarei na próxima sexta, 17 de agosto de 2012, da Banca de LUCIANA GUIMARÃES NASCIMENTO, que, com a orientação da Profa. Maria Elena Viana Souza, apresentará a dissertação "Uma análise sobre as relações étnico-raciais em escolas municipais do Rio de Janeiro". Considerando a relevância do tema para o repensat/refazer das relações escolares e a qualidade do trabalho, convido a todos que puderem estar presentes:
17 de agosto, sexta-feira, 15h, sala de aula do Mestrado em Educação - UNIRIO.
Av. Pasteur, 458, CCH (Centro de Ciências Humanas), térreo (sala de aula do mestrado)
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Greve nas federais - parte II
O corredor é um lugar magnífico... Pequenas crianças, quando os encontram nas escolas, não precisam de explicações: saem correndo adoidados, suados, se o chão estiver encerado, melhor...Muito melhor...Dá para dar aquela deslizada no final... Haja professora gritando: - Não corra no corredor!!!
Agora adultas, ainda o corredor é uma tentação, espaço das conversas. Logo que cheguei na UNIRIO achei muito interessante: os corredores têm bancos... Muito bom...
Em tempo de greve, o corredor fica mais agitado, quase um divã. E as falas contra a greve têm, no corredor, um espaço interessante. Então, em homenagem aos colegas contra a greve, segue um vídeo
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/-yR2IMlWZqM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
Agora adultas, ainda o corredor é uma tentação, espaço das conversas. Logo que cheguei na UNIRIO achei muito interessante: os corredores têm bancos... Muito bom...
Em tempo de greve, o corredor fica mais agitado, quase um divã. E as falas contra a greve têm, no corredor, um espaço interessante. Então, em homenagem aos colegas contra a greve, segue um vídeo
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/-yR2IMlWZqM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Congresso Cotidiano - Apresentações GEPAC
A abertura de ontem foi muito boa!
Apresentações no
Congresso Cotidiano:
RELAÇÕES RACIAIS NO COTIDIANO ESCOLAR: POSSIBILIDADES DA INICAÇÃO
À DOCÊNCIA
MARIA ELENA VIANA SOUZA ‐ ANDREA ROSANA FETZNER
SESSÃO: 57 –
7 DE AGOSTO – 14 às 16 HORAS -
SALA
8
POLÍTICA DE CONTROLE PÚBLICO POR MEIO DA AVALIAÇÃO E COTIDIANO
ESCOLAR: O QUE DIZEM OS PROFESSORES? Pôster, Dia 7 de agosto de 17h30/18h30,
Esther Assumpção
O USO DAS TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO NA ERA DA
CONVERGÊNCIA DIGITAL: FORMAÇÃO DE UM NOVO PROFESSOR Comunicação Individual,
07/08 às 14h, Ana Carolina Cabral
RESULTADOS DE PESQUISAS SOBRE AS POLÍTICAS DE
AVALIAÇÃO EM LARGA ESCALA EM EDUCAÇÃO E SEUS IMPACTOS NA ESCOLA Quinta-feira, dia 9, as 16:30, sala 7, Claudia
Fernandes, Felipe Ribeiro e Henrique Dias.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Comentando a greve nas universidades federais
No link abaixo, comunicado do ANDES (nosso Sindicato) sobre nossa situação em relação ao Governo Federal.
Recordar é viver e, então, é bom lembrar que, ano passado, o governo, acredito eu que influenciado pela desmobilização geral dos professores (fruto de reposições salariais anteriores, investimentos em projetos e ampliação de vagas nas Universidades públicas), oferece um reajuste salarial de apenas 4% a serem pagos em março de 2012. De forma incompetente, encaminha para o Congresso um documento com um erro no índice, que de 4% passou para 3%, também não faz caminhar o grupo de trabalho que, desde 2009, está proposto para reorganizar (de forma a comtemplar necessidades de atualização e melhoria) o plano de carreira dos professores e, para fechar o quadro, atrasa até maio (às vésperas da deflagração da greve), o pagamento do reajuste. O Sindicato pedia quase 29% de aumento. O Governo propõe de 25 a 40%, mas de forma a desestruturar toda a carreira, que é fundada em índices de promoção de acordo com formação e tempo de serviço. Ao propor índices de reajuste diferenciados dentro da carreira, desestrutura as classes e os níveis. Quando apresentou a primeira proposta, o Ministro do momento disse que os titulares (para quem o Ministro está propondo os 40% de aumento) eram 85% dos professores das universidades federais (assisti ele falando isto na tv). O fato é que chegam ao topo da carreira poucos professores (poucos são titulares), mas supondo que fosse verdade o dito pelo Ministro, e que a intenção do partido político que recuperou salários, criou o REUNE e tem disponibilizado, por meio de projetos, investimento significativo para pesquisa, a conta emergencial seria simples: entre 25% (aumento para a base) e 40% por cento (aumento para o topo) temos uma média de 32,5% que poderia ser oferecida para todos, mantendo os 13 níveis da carreira (ponto comum entre Governo e Sindicato, neste momento). Outra questão, impensável no momento, seria prolongar até 2014 o aumento. As demais questões, se jogadas para o grupo de trabalho poderiam ser amadurecidas e (verdadeiramente) negociadas até março do próximo ano. Nossas reivindicações, mesmo com os 32,5%, seriam parcialmente atendidas, uma vez que a unificação da carreira com os institutos superiores, especialmente, ainda não seriam atendidas, mas poderiam, mais uma vez, serem encaminhadas para um grupo de trabalho que, neste momento político, encontra-se fortalecido (situação diferente de 2009 até aqui).
Segue o link da ANDES, que esclarece melhor cada uma das reivindicações.
https://docs.google.com/file/d/0B48pp-OUXm7nUHRnWVY4VnJMSGc/edit?pli=1
Recordar é viver e, então, é bom lembrar que, ano passado, o governo, acredito eu que influenciado pela desmobilização geral dos professores (fruto de reposições salariais anteriores, investimentos em projetos e ampliação de vagas nas Universidades públicas), oferece um reajuste salarial de apenas 4% a serem pagos em março de 2012. De forma incompetente, encaminha para o Congresso um documento com um erro no índice, que de 4% passou para 3%, também não faz caminhar o grupo de trabalho que, desde 2009, está proposto para reorganizar (de forma a comtemplar necessidades de atualização e melhoria) o plano de carreira dos professores e, para fechar o quadro, atrasa até maio (às vésperas da deflagração da greve), o pagamento do reajuste. O Sindicato pedia quase 29% de aumento. O Governo propõe de 25 a 40%, mas de forma a desestruturar toda a carreira, que é fundada em índices de promoção de acordo com formação e tempo de serviço. Ao propor índices de reajuste diferenciados dentro da carreira, desestrutura as classes e os níveis. Quando apresentou a primeira proposta, o Ministro do momento disse que os titulares (para quem o Ministro está propondo os 40% de aumento) eram 85% dos professores das universidades federais (assisti ele falando isto na tv). O fato é que chegam ao topo da carreira poucos professores (poucos são titulares), mas supondo que fosse verdade o dito pelo Ministro, e que a intenção do partido político que recuperou salários, criou o REUNE e tem disponibilizado, por meio de projetos, investimento significativo para pesquisa, a conta emergencial seria simples: entre 25% (aumento para a base) e 40% por cento (aumento para o topo) temos uma média de 32,5% que poderia ser oferecida para todos, mantendo os 13 níveis da carreira (ponto comum entre Governo e Sindicato, neste momento). Outra questão, impensável no momento, seria prolongar até 2014 o aumento. As demais questões, se jogadas para o grupo de trabalho poderiam ser amadurecidas e (verdadeiramente) negociadas até março do próximo ano. Nossas reivindicações, mesmo com os 32,5%, seriam parcialmente atendidas, uma vez que a unificação da carreira com os institutos superiores, especialmente, ainda não seriam atendidas, mas poderiam, mais uma vez, serem encaminhadas para um grupo de trabalho que, neste momento político, encontra-se fortalecido (situação diferente de 2009 até aqui).
Segue o link da ANDES, que esclarece melhor cada uma das reivindicações.
https://docs.google.com/file/d/0B48pp-OUXm7nUHRnWVY4VnJMSGc/edit?pli=1
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