Trabalhando novamente, participo do XIX Colóquio Revisitar os Estudos Curriculares - onde estamos e para onde vamos? na Universidade de Lisboa. Como a chamada do Colóquio anuncia, nosso objetivo é analisar a produção em currículo (por parte dos governos, das univesidades, das escolas). Como não estou participando de um lançamento/desfile de modas, é natural que as novidades não sejam o foco. Os discursos sobre o currículo são retomados, reapresentados, revistos e (re)sintetizados demonstrando hibridez (ou embriaguez) entre a criação da realidade e a sua leitura crítica ou, ainda, cega. Sobre as palestras, quando a voz vem dos governos, neste Congresso representados por intelectuais que foram contratados para promoção de políticas curriculares a serem implementadas sobre a educação que se dirige a todos (exceto pela voz distoante do Prof. Antonio Flavio Moreira, que trouxe uma autocrítica bastante interessante sobre os limites da pretensão educativa), os termos recorrentes são competências, metas, objetivos; quando a voz vem de alguns intelectuais de alguma forma mais independentes em relação às políticas curriculares em processo de implementação, os termos tratam de tensões entre ação, compreensão, insuportabilidade da crise (Veiga Neto). Das três sessões de Ateliês assistidas, a boa notícia de que não estamos tão só no combate às políticas que se assentam homogeneidade curricular, testes de alto impacto, metas produtivistas. Aliás, o que vem de cima versus o que vem de baixo, pareceu-me ser uma tendência forte do momento. De cima, a hegemonia da política pelo controle, de baixo, as práticas cotidianas que buscam a emancipação.
Debates e indicações de Encontros na área de Educação
sábado, 4 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Amanhecer em Paris
O avião chegou às 7h35min., do lado de fora, o sol nascendo sob o céu de Paris, acima das nuvens que traziam o gelo responsável pela minha sensação de perda óssea ao longo do dia... Que dia!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Um pouco de Hilda Hilst
Cantando amor, os poetas na noite
Repensam a tarefa de pensar o mundo.
E podeis crer que há muito mais vigor
No lirismo aparente
No amante Fazedor da palavra.
[Júbilo Memória Noviciado da Paixão, ]
Repensam a tarefa de pensar o mundo.
E podeis crer que há muito mais vigor
No lirismo aparente
No amante Fazedor da palavra.
[Júbilo Memória Noviciado da Paixão, ]
sábado, 17 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Ainda estamos tentando mudar o mundo...
O link do título encaminha para um texto de Wallerstein, no sítio Outras Palavras, que avalia os efeitos rápidos e positivos dos movimentos que tentam construir um outro mundo possível, um "sistema-mundo" mais democrático e igualitário.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Você está permanentemente sendo vigiado, mas isto não significa segurança
Quando a juíza Patricia Acioli foi assassinada no Rio de Janeiro, na investigação do caso, a Polícia revelou ter localizado os sinais dos celulares dos assassinos próximos ao local do crime e as ligações realizadas antes e posteriores ao fato. Isto demonstra que a possibilidade de identificar quem esteve no local de um crime (qualquer crime), ou até mesmo quem está hoje com seu celular roubado, existe, mas esta possibilidade só será transformada em ação quando a polícia (aqui com letra minúscula) achar que isto é conveniente, importante, interessante.
Estamos todos sendo vigiados, permanentemente vigiados, na rua, aqui na tranquilidade de meu escritório, onde escrevo neste momento ouvindo os passarinhos da mata envolta da Pedra do Pavão. Estes dias, assistindo a comédia "Como arrasar um coração", observava como as diversas situações (engraçadas) que aparecem no filme hoje seriam impossíveis, pois o grau de vigilância a que estamos submetidos é assustador.
Clicando no link, você pode conhecer o que Max Schrems descobriu que o Facebook tinha arquivado sobre ele: 1.200 páginas em 3 anos de utilização do espaço Face... Inclusive mensagens "removidas", revelações de suas posições políticas, amorosas, intelectuais, contatos realizados. Quem viveu sua maturidade no século passado: imagine todas suas correspondências (postais, aquelas que eram enviadas em papel, pelo Correio...) violadas, catalogadas, analisadas e disponíveis para quem tem poder de quebrar economias, instalar governos, bombadear países, e, ainda, colocar ideias na sua cabeça.
Num mundo governado pela mídia e pelas corporações, é assustadora a nossa vulnerabilidade.
Estamos todos sendo vigiados, permanentemente vigiados, na rua, aqui na tranquilidade de meu escritório, onde escrevo neste momento ouvindo os passarinhos da mata envolta da Pedra do Pavão. Estes dias, assistindo a comédia "Como arrasar um coração", observava como as diversas situações (engraçadas) que aparecem no filme hoje seriam impossíveis, pois o grau de vigilância a que estamos submetidos é assustador.
Clicando no link, você pode conhecer o que Max Schrems descobriu que o Facebook tinha arquivado sobre ele: 1.200 páginas em 3 anos de utilização do espaço Face... Inclusive mensagens "removidas", revelações de suas posições políticas, amorosas, intelectuais, contatos realizados. Quem viveu sua maturidade no século passado: imagine todas suas correspondências (postais, aquelas que eram enviadas em papel, pelo Correio...) violadas, catalogadas, analisadas e disponíveis para quem tem poder de quebrar economias, instalar governos, bombadear países, e, ainda, colocar ideias na sua cabeça.
Num mundo governado pela mídia e pelas corporações, é assustadora a nossa vulnerabilidade.
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